podcast do isaúde brasil

Publicada em 01/07/2014 às 00h00.

Amamentar é importante. Saiba por quê.

Ele promove o crescimento saudável e fortalece o vínculo da mãe com o filho. Veja como a amamentação é importante para uma melhor qualidade de vida do bebê.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"O leite materno tem muitas vantagens para o bebê, suprindo inteiramente suas necessidades nos primeiros seis meses de vida. "

O leite materno tem muitas vantagens para o bebê, suprindo inteiramente suas necessidades nos primeiros seis meses de vida. Ele promove melhor crescimento e desenvolvimento neurológico, fortalecimento do vínculo mãe-filho e contribui para reduzir o risco de doenças, tais como: diarreia, alergias, infecções respiratórias, otites, diabetes mellitus, obesidade, leucemia e até “síndrome de morte súbita” do bebê. 

Trata-se de um alimento completo, rico em anticorpos (protegem contra doenças), açúcares, gorduras, proteínas e fatores anti-inflamatórios. O leite da mãe de prematuro tem composição diferente para atender às necessidades próprias desse pequeno bebê. Devido a essas características, deve ser usado como único alimento até os seis meses de vida, dispensando outro tipo de leite, chás e água, mesmo em locais de clima quente. Esses outros alimentos aumentam os riscos de doenças e alergias e podem levar a lesões no intestino ainda imaturo do bebê. 

A mãe que amamenta retorna ao peso de antes da gravidez mais rapidamente; tem menor sangramento uterino após o parto e, consequentemente, menos anemia; diminuição do tamanho do útero em menos tempo e redução do risco  de desenvolver câncer de mama e de ovário. Além disso, a amamentação funciona parcialmente como método contraceptivo nos primeiros seis meses após o parto, desde que a mãe ainda não tenha menstruado e o bebê esteja recebendo apenas leite maternos em horários fixos.

Como amamentar?

Não há hora marcada para amamentar, devendo-se oferecer a mama sempre que o bebê mostrar sinais de fome: chorar, abrir a boca, sugar as mãos. Existem algumas técnicas que ajudam a mãe a achar a posição correta para acomodar o bebê e facilitar a pega do peito. Independentemente da posição que a mãe escolher para amamentar seu bebê, ela precisa estar relaxada, confortável e, de preferência, bem apoiada. O bebê também deve estar posicionado corretamente, com o corpo bem alinhado, estando sua barriga em contato com a barriga da mãe, os quadris seguros e a cabeça bem apoiada na dobra do cotovelo da mãe.  Ela deve trazer o bebê até o peito e evitar curvar-se para frente. Na pega correta, a boca do bebê deve estar bem aberta, com o lábio inferior virado para fora, abocanhando o bico do peito e parte da aréola, o queixo tocando o peito, as bochechas arredondadas e a sucção silenciosa. 

O leite varia de composição ao longo da mamada: no início ele é aguado, saciando a sede, além de rico em açúcar  e  anticorpos; no  final,  ele  é mais  espesso  e  rico  em gorduras, saciando por mais tempo a fome e acelerando o ganho de peso. É importante que se esvazie completamente a mama, oferecendo ao bebê, tanto o leite do início quanto o do final. É recomendado oferecer as duas mamas, alternando em cada mamada, para que ambas sejam esvaziadas e mantenham uma boa produção. Caso o bebê não fique saciado após o esvaziamento completo de uma mama, a outra pode ser oferecida e, na próxima mamada, começará com a que terminou, pois nela ficou o leite rico em gordura.  

Durante esse momento, as mães devem aproveitar para interagir com seu bebê, fazendo contato olho no olho e tocando-o. Isso é importante para aumentar o vínculo mãe-filho, como também ajuda a estimular a produção de leite. Ao retirar o bebê do peito, a mãe pode colocar o dedo mínimo, previamente lavado, na boca da criança de forma delicada. Com isso, a criança troca o bico do peito pelo dedinho e não puxa o mamilo com força, evitando o surgimento de rachaduras. 

Dúvidas frequentes

a) O que fazer quando se tem pouco ou muito leite?

No parto cesárea, sobretudo quando programado, assim como em mães com hipertensão e/ou diabetes mellitus, pode haver demora de até 24 horas ou mais para a eliminação do 1º leite, chamado colostro. Colocar o bebê no peito, ainda na sala de parto, sempre que possível, favorece a chegada do leite e prolonga o tempo do aleitamento. A produção do leite aumenta à medida que o bebê suga a mama com freqüência e quando a mãe está descansada, confiante na sua capacidade de alimentar seu bebê e sem dor. Havendo dificuldades, deve-se procurar orientação médica. A mulher que amamenta precisa ingerir bastante líquido, pois há grande “perda” pela produção do leite.

Quando a produção de leite é grande, se não for retirado, pode se acumular no peito, trazendo desconforto e/ou dor com formação de “pedras”, dificultando a boa pega do bebê no peito. Para evitar esse problema, a mãe deve massagear as mamas com movimentos circulares a partir da aréola usando os dedos indicador e médio para que o leite “empedrado” seja eliminado. Após isso, é necessário fazer a ordenha manual, deixando as mamas menos endurecidas e facilitando a pega pelo bebê. 

b) E quando a amamentação provoca dor?

Uma causa frequente de dor é a rachadura do bico do peito, que pode ser evitada quando o bebê faz uma boa pega, deixando o mamilo posicionado no “céu da boca do bebê”. Para tratá-la, a mãe pode passar um pouco do próprio leite sobre a aréola e o bico depois da mamada, deve evitar o uso de sabonete na região e tomar sol sem o sutiã pela manhã para ajudar na cicatrização. Quando essas medidas não resolverem o problema, pode-se utilizar pomada à base de lanolina anidra com orientação médica.

c) O que fazer na ausência da mãe?

Se a mãe precisar sair por um tempo de casa, ela pode fazer a retirada do leite, colocá-lo em um recipiente de vidro com a tampa de plástico, lavado e fervido por 15 minutos, e armazená-lo na prateleira superior da geladeira por até 12 horas ou no freezer por até 15 dias. Importante anotar no frasco a hora e o dia da coleta. Quando o bebê sentir fome, o cuidador deve aquecer o leite em banho-maria e dar na colherzinha ou copinho. Evitar usar mamadeiras e chupetas, pois confundem o bebê na hora da sucção e desestimulam a amamentação. 

d) E se o bebê só quiser pegar uma das mamas?

Alguns bebês podem ter preferência por uma das mamas, por sentir maior conforto. Para esses casos, existem posições alternativas conforme ilustração abaixo. 

A amamentação requer esforço, dedicação e paciência da mãe, pois modifica sua rotina e os horários do sono, diminuindo a disposição para realizar  atividades  diárias. O apoio da família é essencial, proporcionando segurança à mãe e assumindo parte dos cuidados com o bebê. Os benefícios para a saúde da mãe e do bebê são enormes e compensam todo empenho. É importante que a gestante se informe sobre esse assunto desde o pré-natal e tenha um  acompanhamento  da  equipe  de  saúde  na  forma  de  palestras,  salas  de  espera  e distribuição de panfletos. 

Este trabalho tem sido realizado pelo PET SAÚDE/REDES BAHIANA (Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde), financiado pelo Ministério da Saúde.

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