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Publicada em 29/06/2020 às 05h56. Atualizada em 29/06/2020 às 06h01

Câncer colorretal: prevenção, sintomas e tratamento

Alto consumo de carne vermelha e de bebida alcoólica estão entre os hábitos que podem contribuir para o quadro. Saiba mais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Histórico familiar positivo, história prévia de doenças intestinais inflamatórias, dieta rica em carnes vermelhas, carnes processadas (tais como presunto, salsicha, linguiça e mortadela), obesidade, consumo excessivo de álcool e tabagismo estão entre os principais fatores de risco do câncer colorretal. Por outro lado, a prática de atividade física e dieta rica em fibras são fatores protetores contra a doença. A recomendação para um adulto saudável é ingerir entre 25 e 30 gramas de fibras por dia.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados no Brasil neste ano 20.540 novos casos de câncer colorretal em homens e 20.470 casos em mulheres. Esta neoplasia representa o segundo tipo mais comum na população brasileira, com exceção do câncer de pele não melanoma. Nos homens o tipo mais comum é o de próstata e nas mulheres a neoplasia de mama tem a maior incidência.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de reto são: mudança no hábito intestinal, sangramento ao evacuar ou associado às fezes, perda de peso não intencional, dor pélvica e abdominal.

Infelizmente, os sintomas são mínimos ou inexistem quando o tumor está em fase inicial. Por este motivo é muito importante a adoção de estilo de vida saudável e que se busque orientação médica sobre as formas de rastreamento, especialmente para aqueles que possuem os fatores de risco citados anteriormente e indivíduos acima de 50 anos. O rastreamento pode se dar com exame físico, pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia e colonoscopia.

Tratamento

Especificamente sobre o câncer de reto, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento varia desde à ressecção da lesão por meio de colonoscopia em casos mais iniciais até cirurgias mais extensas, quimioterapia e radioterapia nos tumores mais avançados.

Uma modalidade de tratamento comumente chamada de “estratégia de preservação de órgão” começou a ser estudada no Brasil na década de 90 e vem ganhando mais espaço e notoriedade no mundo. Tal possibilidade terapêutica se tornou possível pois aproximadamente 30% dos pacientes tratados com quimioterapia e radioterapia apresentam resposta completa ao tratamento, isto é, sem evidência de neoplasia viável ao final da quimioirradiação, o que permite que a cirurgia seja omitida, sem prejuízo à cura e sem necessidade de ressecção de parte ou todo o reto.

O grande benefício dessa estratégia é diminuir o risco de complicações cirúrgicas, como disfunções urinárias e sexuais, além de incontinência fecal e uso provisório ou permanente de colostomia.

Por fim, é importante lembrar que todo tratamento de neoplasia de reto deve ser conduzido por equipe multidisciplinar e deve ser individualizado considerando as características e vontades de cada paciente.

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