podcast do isaúde brasil

Publicada em 15/06/2015 às 00h00. Atualizada em 16/06/2015 às 10h34

Com a dengue, zika e chikungunya é preciso entender as diferenças entre os termos: epidemia, pandemia, surto, peste e endemia

Dr. Juarez Dias explica como usar cada denominação de acordo com a intensidade que a doença afeta a população.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Estamos vivenciando, atualmente, um grave problema de saúde pública: a epidemia de dengue que já afetou mais de 845 mil pessoas, de março a abril de 2015, havendo uma redução de 337,7 mil casos em março para 246,6 casos em abril, representando 27% no número de casos. Segundo o Ministério da Saúde, já ocorreram 209 mortes este ano.

A zika e a chikungunya estão chegando com sintomas parecidos, mas com gravidades diferentes e estão deixando a população apavorada. São centenas de casos dessas doenças que têm como principal vetor de transmissão o mosquito Aedes aegypti

Como a zika só teve confirmação diagnóstica em Camaçari, na Bahia, e Natal, no Rio Grande do Norte, então somente se pode considerar a doença como epidemia nessas cidades. A chikungunya também pode ser considerada como epidemia nos locais onde foi diagnosticada, o que ocorreu em várias cidades no Estado da Bahia. 

Ambas doenças são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, portanto, são de transmissão vetorial. A zika também pode ser transmitida por via sexual e no momento do parto, assim como a chikungunya. 

Na zika, o paciente apresenta febre baixa ou até ausente, dores não muito intensas no corpo e articulações, exantema (manchas vermelhas pelo corpo) associadas ou não a prurido (coceira) e conjuntivite não purulenta (irritação nos olhos). 

A chikungunya cursa com febre moderada ou alta, dores musculares e intensa dor e edema (inchaço) nas articulações, principalmente das extremidades (pés, tornozelos, mãos, punhos e cotovelos) de forma simétrica. Pode também surgir exantema e prurido. Ambas doença têm duração de três a sete dias e ocorre cura sem sequelas, podendo ocorrer cronificação com artralgias por meses, levando a incapacidades.

Quais as diferenças entre epidemia, endemia, pandemia, peste e surto? 

Surto é um aumento no número de casos de uma doença ou evento em uma comunidade fechada, como creche, escola, orfanato, quartel, convento etc. (Ex. surto de piolho na creche, surto de diarreia no quartel).

A epidemia é um aumento de casos em populações maiores, como um bairro, cidade, estado, país (Ex. epidemia de dengue na Bahia). 

Pandemia é quando atinge populações continentais (Ex. Pandemia de Aids). 

Peste é uma doença causada por uma bactéria, que não ocorre no país há décadas. Ainda existe endemia, que é um aumento do número de casos ou eventos em um determinada população e por muito tempo, (Ex. endemia de malária na região Norte do país, endemia de esquistossomose do Nordeste brasileiro). Gostaria de lembrar que o surto, a epidemia e a pandemia tendem a voltar aos valores normais do número de casos ou eventos, enquanto que, na endemia, esses valores permanecem elevados por longo tempo. 

A população pode se proteger em casos de surto, a depender do agente causal. Em epidemia e pandemia é muito difícil.

Entre as grandes epidemias da história que acometeram a população mundial, estão a peste em 1950, gripe espanhola, em 1920, a SARS (pneumonia asiática) em 2003. 

As principais doenças endêmicas do Brasil apresentam um grave risco para a saúde pública. Como a dengue, malária (na região Norte), esquistossomose, leishmaniose (na região Nordeste). Os riscos para a saúde pública, cada vez, acomete um número maior de pessoas, causando enormes gastos com a recuperação da saúde dos doentes.

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