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Publicada em 14/08/2013 às 00h00.

Conheça as novas regras para a reprodução assistida

O ginecologista Dr. Luiz Carlos Calmon Teixeira Filho comenta sobre o sucesso das técnicas de fertilização e as principais alterações da resolução do Conselho de Medicina.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Nos tempos atuais, homens e mulheres preocupam-se, cada vez mais cedo, com o sucesso profissional e segurança de vida.  Com o advento dos métodos contraceptivos, cada vez mais modernos e práticos e, com a possibilidade de tratar de uma forma eficaz, eventos muitas vezes desastrosos no cotidiano feminino como TPM (tensão pré-menstrual) e até mesmo menstruações desconfortáveis, as mulheres vêm conquistando um espaço muito maior no mercado profissional.  Deixam a maternidade para mais tarde e, até mesmo, questionam se vale a pena ser mãe.



Muito positivo esse comportamento, mas para aquelas que têm instinto materno é bom lembrar que a fertilidade feminina tem limites: enquanto a mulher pode viver com boa saúde até a sétima ou oitava década de vida, sua fertilidade encerra-se em torno da quarta ou quinta década.  Muitas vezes ocorre uma antecipação da menopausa surpreendendo mulheres em torno dos 30 anos de idade, ainda tão cheias de anseios e sem pensar na maternidade.

"Fiquem atentas as mulheres que tiveram sua primeira menstruação tardia, após os 14 anos, pois provavelmente ovulou tarde pela primeira vez, o que denota uma saúde ovariana limitada e que refletirá em uma menopausa mais precoce".

Fiquem atentas as mulheres que tiveram sua primeira menstruação tardia, após os 14 anos, pois provavelmente ovulou tarde pela primeira vez, o que denota uma saúde ovariana limitada e que refletirá em uma menopausa mais precoce. As meninas que têm sua menstruação mais cedo, dos 9 aos 11 anos, geralmente menstruam até mais tarde por terem um ovário competente e provavelmente uma boa fertilidade. 
 
Não existe um único exame que possa avaliar a fertilidade feminina. As variadas causas desse evento exigem um variado número de exames a depender de cada uma.  Exames simples de laboratório e, até mesmo procedimentos cirúrgicos, são possibilidades na investigação. É bom lembrar que a gravidez é do casal e que problemas também podem existir no homem. A investigação masculina é mais simples, pois através de uma análise no sêmen (espermograma) ou de uma ultrassonografia dos testículos pode-se identificar alterações.

Pensar que o sucesso das técnicas de fertilização é sempre garantido é um engano. Na melhor das técnicas existem falhas. Regras limitam de forma consciente as condutas que devem ser adotadas pelos diversos serviços que realizam a FIV (fertilização in vitro) como limite de idade, por exemplo. Aos 50 anos, pela faixa de segurança no aproveitamento de embriões e, até mesmo no índice de sucesso médio e de segurança durante a gravidez, bem como o limite de implantação de embriões nas mulheres receptoras de acordo com a idade, são fatores a ser observados.

Foi criada uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre reprodução assistida. Algumas alterações foram: a idade máxima de 50 anos para engravidar; a doação de óvulos passa a ser permitida desde que a doadora tenha até 35 anos, como garantia de que o óvulo seja saudável; a doação de espermatozoides passa a ter limite de idade, o doador deve ter até 50 anos, pois ficou comprovado que filhos de pais mais velhos têm mais risco de apresentar problemas de saúde.

Anteriormente, a resolução dizia que qualquer pessoa poderia usar a técnica. A nova resolução deixou o texto mais claro, permitindo agora o uso da técnica para mulheres solteiras e casais homoafetivos, entre outras.

"De uma conversa atenta na consulta com um casal supostamente infértil, o médico pode, muitas vezes, excluir exames caros na sua investigação e traçar condutas terapêuticas mais simples..." 

De uma conversa atenta na consulta com um casal supostamente infértil, o médico pode, muitas vezes, excluir exames caros na sua investigação e traçar condutas terapêuticas mais simples que podem levar a uma gravidez.  A FIV deve ser, quando existem outras opções, a última etapa pelo custo elevado e sucesso não garantido.

Lembramos às mulheres que desejam ser mães um dia, que frequentem regularmente os consultórios ginecológicos, pois assim terão a chance de surpreender as doenças que possam impedir esse sonho, como os miomas uterinos, a endometriose ou a doença inflamatória pélvica, causas mais comuns de infertilidade.

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