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Publicada em 04/08/2020 às 15h50. Atualizada em 05/08/2020 às 18h06

Conheça os avanços da odontologia aplicados ao atendimento durante a pandemia

As impressoras 3D chegaram no setor de saúde oral trazendo mais segurança e eficiência nos tratamentos. Saiba mais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Em tempos de pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas ficam alarmadas e com medo do contágio pelo vírus, evitando ir ao dentista para realizar procedimentos até mesmo emergenciais. Mas o dentista Alexandre César, especialista em implante e dentística, aponta que a tecnologia tem sido uma grande aliada tanto nos tratamentos odontológicos como nas medidas preventivas e protetivas para viabilizar atendimentos. Porém, ele alerta: ir ao dentista no período da quarentena somente em caso de emergência! Confira a entrevista.

iSaúde – O que é a impressão 3D na odontologia e quais as vantagens de se utilizar essa tecnologia? 

Alexandre Cesar  - A impressão tridimensional na odontologia é a produção de objetos que são fabricados dentro de uma impressora 3D. Esses objetos normalmente são desenhados em algum software 3D, e o que você está vendo tridimensionalmente na tela do computador vai ser reproduzido dentro da impressora 3D.

Existem várias vantagens da impressão 3D, ela permite planejamentos de tratamentos, possibilitando ao dentista prever o final do tratamento com poucas possibilidades de erro. Também viabiliza a produção de modelos, substituindo os famosos moldes e gessos, que sempre acabam tendo distorções. E pode também produzir guias cirúrgicas, que eliminam a necessidade de ter que cortar a gengiva com um bisturi.

iSaúde – Como utilizar os recursos avançados da área, como a impressão 3D, em meio à pandemia? 

Alexandre Cesar  - Durante a pandemia, os recursos que usamos é esterilizar ou encapar (proteger) os equipamentos. Numa impressão 3D, primeiro é o escâner que vai escanear a boca, os dentes e vai transportar essa boca para tela do computador, em alguns minutos. Após isso, não há mais contato com o paciente. Dependendo do motivo do escaneamento, o paciente vai embora ou pode permanecer no consultório aguardando um dente ficar pronto, mas o processo de impressão 3D não tem contato com o paciente e normalmente as impressões 3D, na odontologia, saem da impressora e necessitam de um banho de álcool.

iSaúde – Como a tecnologia contribui para que o atendimento odontológico possa ser realizado, mesmo em tempos de coronavírus?

Alexandre Cesar  - Todos os aparelhos digitais possuem alguma maneira de serem esterilizados ou encapados com plásticos descartáveis.

As impressões 3D permitem a criação de “Face Shields”, que são máscaras de rosto inteiro presas à cabeça. Também circula entre os dentistas, arquivos para impressão 3D de sugadores, com um formato grande, para sugar todo o aerossol produzido num tratamento dentário. 

iSaúde – Quais procedimentos inerentes à modernização da odontologia contribuem para a segurança do paciente e do dentista durante o atendimento? 

Alexandre Cesar  - O dentista consegue produzir sua própria mascara Face Shield, pode produzir sugadores para eliminar o aerossol gerado pelo motorzinho dentro da boca que é expelido, além de existir hoje em dia muitos produtos descartáveis, desde aventais, gorros, mascaras, até mesmo o próprio motorzinho (caneta de alta rotação), lembrando que praticamente tudo o que o dentista usa pode ser esterilizado. O fato de, por exemplo, se fazer um escaneamento ao invés de uma moldagem, faz com que se tenha muito menos contato do dentista com o paciente, evitando muito a contaminação. 

iSaúde – Como evitar borrifos ou procedimentos que gerem aerossóis sem impactar no cronograma de tratamento do paciente? Há algum recurso que facilite esse processo?

Alexandre Cesar  - Existem algumas maneiras. Os dentistas têm acessos a arquivos “STL”, que é o arquivo que normalmente se usa nas impressoras 3D para a impressão de sugadores de boca larga, que ficam posicionados no queixo do paciente, sugando todo o aerossol produzido. Também pode-se usar telas de plástico, que vão reter qualquer aerossol gerado impedindo o contato do aerossol com o dentista. Além de as próprias mascaras face shield impedirem também o contato do aerossol com o dentista.

iSaúde – Como a tecnologia influencia na otimização funcional dos equipamentos de proteção individual durante a pandemia de Covid-19?

Alexandre Cesar  - Durante a pandemia, o dentista pode produzir com uma impressora 3D, mascaras, sugadores, e até campos de proteção específicos para proteção de aerossóis.

iSaúde – Quais recomendações os pacientes devem seguir antes de agendarem uma consulta?

Alexandre Cesar  - Primeiro o paciente deve checar se está com algum sintoma da doença. Deve ir ao consultório (e sair dele) de máscara. E deve procurar o dentista apenas em casos de emergência. Durante uma pandemia não é um momento ideal para um tratamento estético como um clareamento, por exemplo!

iSaúde – Em casos de atendimentos de urgência na pandemia, como ter a tecnologia a favor da eficiência do tratamento, sem comprometer a segurança necessária para o momento?

Alexandre Cesar  - Toda a tecnologia usada no paciente (escâner, rx digital, medidor digital de canais, motorzinho digital...) ou pode ser esterilizada ou possui uma capa descartável. E se não possuir, o dentista pode simplesmente cobrir a superfície com plásticos incolores.

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