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Publicada em 17/06/2020 às 11h51. Atualizada em 18/06/2020 às 07h22

Coronavírus e doenças respiratórias no inverno brasileiro

A COVID-19 ainda não atingiu o pico de contaminação no Brasil e, com a chegada do inverno, outras doenças respiratórias podem vir à tona, agravando o colapso do sistema de saúde.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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No momento em que o Brasil contabiliza mais de 46,6 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, a chegada do inverno no Hemisfério Sul pode agravar a crise sanitária no país. Embora os estudos sobre as condições climáticas e a Covid-19 ainda não sejam conclusivos, é sabido que, nesta época do ano, cresce o número de casos de problemas respiratórios e, em tais condições, a propagação do coronavírus pode ocorrer ainda mais facilmente. 

A curva da Covid-19 continua ascendente, e o Brasil ainda não atingiu o pico de contaminação. Como se trata de uma doença de propagação rápida, a preocupação dos médicos de todo o país é que as pessoas que já têm predisposição a problemas respiratórios estejam ainda mais suscetíveis a se contaminar e, consequentemente, a contaminar outras.  

O ar seco, que predomina nessa época do ano, deixa as mucosas nasais mais sensíveis e esse fator, em ambientes que ficam mais fechados, aumenta o risco de contaminação. A baixa umidade do ar também provoca maior concentração de poluentes, o que acarreta mais doenças respiratórias. 

A perspectiva apresentada pela Organização Mundial da Saúde é de que o pico do coronavírus no Brasil possa coincidir com esse período, em que a população está mais propensa a gripes, resfriados, alergias e pneumonias. Nesse cenário, teremos mais hospitais sobrecarregados e, consequentemente, a falta de leitos em UTIs, o que já é uma realidade em diversos estados brasileiros. 

"A perspectiva apresentada pela Organização Mundial da Saúde é de que o pico do coronavírus no Brasil possa coincidir com esse período, em que a população está mais propensa a gripes, resfriados, alergias e pneumonias."

Considerando tudo o que já sabemos sobre a Covid-19, a orientação é que as pessoas se protejam para minimizar os riscos de contágio, tanto do coronavírus quanto de outras doenças respiratórias. O isolamento social tem se mostrado eficaz na redução do contágio, funcionando também como uma contenção, ainda que temporária, da lotação de leitos nas unidades de saúde. 

Mais do que nunca, é o momento de manter os ambientes limpos e umidificados, evitar aglomerações e locais fechados e beber bastante água. Manter a alimentação saudável e a prática de exercícios também ajuda a aumentar a imunidade do organismo, essencial para resistir às investidas do vírus.  

Além disso, medidas como lavar as mãos com água e sabão com maior frequência e higienizar tudo o que chega da rua com água e sabão ou álcool em gel também são recomendações essenciais. Ainda que pareça excessivo e que seja cansativo, não convém se descuidar. O cuidado, nesse momento, tem sido decisivo. 

Pessoas que tiveram sintomas, como febre, tosse, coceira no nariz e na garganta, espirros e perda de olfato e paladar devem buscar os canais de teleatendimento e de monitoramento do Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Essa primeira consulta irá definir se é o caso de ir até o ambiente hospitalar ou não. 

A orientação é que, a menos que se trate de uma emergência, este primeiro contato, não seja presencial, justamente por segurança. Ficar em casa ainda é o mais indicado. 

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