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Publicada em 14/04/2020 às 07h58. Atualizada em 14/04/2020 às 08h13

Sequelas de fraturas faciais: é questão de tempo evitá-las

Traumas no rosto precisam de cuidados especiais, pois ele é nosso cartão de visitas.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Com a proliferação das redes sociais e telas ocorreu uma ressignificação da privacidade e, com isso, a imagem pessoal passou a ser enormemente valorizada. O corpo, antes escondido, passou a ser o objeto constante de exposição em diversas mídias, não apenas como forma de expressão narcisista, mas também de transmitir informações sobre a personalidade individual.

Nesse cenário, atualmente, recai no rosto, ou face, maior cobrança social, ou seja, de todos aqueles que nos cercam. Geralmente, essa é a parte que causa o primeiro impacto visual. Por isso que traumas, aqui entendidos como lesões causadas por um agente externo, nessa parte do corpo, requerem cuidados especiais, não apenas por motivos estéticos, mas também funcionais. Os traumas na face podem levar a fraturas nos ossos, que, por vezes, requerem cirurgia para a correção da deformidade visível.

"Dentre os tipos de traumas ósseos na face, a fratura de mandíbula pode ser considerada de maior incidência, precedida das fraturas de nariz e de arco zigomático..."

Dentre os tipos de traumas ósseos na face, a fratura de mandíbula pode ser considerada de maior incidência, precedida das fraturas de nariz e de arco zigomático (comumente conhecido como “maçã do rosto”). Em casos como esses, o tratamento com cirurgia, muitas vezes, é indicado, sob a orientação de não demorar mais do que 45 dias para acontecer, pois o retardamento da realização da cirurgia pode ocasionar sequelas de difícil resolução. Por isso, o tempo para a realização do procedimento cirúrgico influencia na efetividade do tratamento.

A cirurgias faciais são cirurgias consideradas eletivas, ou seja, não apresentam risco de morte ao paciente. Com isso, a espera pelo procedimento pode se dar em casa, para maior conforto do paciente traumatizado. Por outro lado, essa espera pode demorar e, caso o paciente não siga as orientações, como dieta líquida e repouso, o relaxamento quanto a essas restrições necessárias pode levar a sequelas. Um quadro que pode ser considerado como sequela funcional, por exemplo, é a dificuldade de respirar, em casos de fratura de ossos do nariz e da mandíbula, que geram dificuldade na alimentação e na fala. Esses problemas funcionais desencadeiam complicações graves quanto ao bem-estar dos acometidos.

Na maioria das fraturas de face tratadas imediatamente, os cortes são pequenos e por dentro da boca. Porém, o tratamento de sequelas pode necessitar ser realizado por acessos cirúrgicos externos na face, deixando cicatrizes como estigmas, que, apesar de todos os cuidados, ainda assim, marcam os pacientes. 

O objetivo do tratamento inicial das fraturas de face é minimizar a ocorrência de sequelas, o que significa otimizar o tratamento, de forma a buscar atendimento rápido e obter, na mesma proporção, o procedimento adequado, com o profissional capacitado. Por isso que, para a escolha adequada de melhor tratamento desses casos, o profissional mais indicado é o cirurgião bucomaxilofacial, que tem conhecimentos para determinar a forma de abordagem mais adequada.

Meios de prevenção de traumas faciais são também uma importante forma de baixar a incidência de sequelas decorrentes de traumas. O uso de capacete para veículos ciclomotores, redução de conflitos corporais, a partir do diálogo, ou apoiar idosos na hora de caminhar, reduzindo quedas, são exemplos de algumas soluções simples que permitem melhoria na qualidade de vida de todos.

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