podcast do isaúde brasil

Publicada em 17/02/2020 às 19h40. Atualizada em 02/03/2020 às 14h00

Uso de capacete: um alerta importante para prevenção ao trauma de face

Entenda um pouco os riscos que o motociclista corre ao não usar capacete.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

No trânsito, elas estão por todos os lados. As buzinas são constantes entre os carros para a passagem pelo “corredor” de forma mais rápida. Por ser um meio de transporte barato e de baixo custo de manutenção, as motos se tornaram extremamente atrativas. Em 10 anos, a frota de motocicletas cresceu quase 93% em Salvador, quarta maior metrópole do país, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-Ba). Atualmente, mais de 142 mil estão emplacadas na capital baiana. 

Porém, um cenário nos deixa em alerta. Os motociclistas estão bem mais vulneráveis e mais propensos a acidentes no trânsito do que os motoristas de automóveis. De acordo com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), no primeiro semestre de 2019, 26 motociclistas morreram em acidentes nas vias soteropolitanas, número 30% maior que o divulgado no mesmo período do ano passado. O que agrava ainda mais a situação é que muitos motociclistas não usam os equipamentos básicos de segurança, como capacete e calçados adequados, fazendo com que a presença de traumas faciais pela falta do uso do capacete torne-se frequente nos hospitais de emergência. A utilização de capacete previne traumas na face, como fraturas dos ossos, lesões nos olhos e traumas de crânio.

Os traumas de face envolvem desde cortes, dentes quebrados ou perdidos, fraturas dos ossos da face ou do crânio, podendo levar a sequelas ou ao óbito. A prevenção é a melhor saída para evitar tais danos.

"Os traumas de face envolvem desde cortes, dentes quebrados ou perdidos, fraturas dos ossos da face ou do crânio, podendo levar a sequelas ou ao óbito."

Entre os traumas de face podemos ter lacerações de tecido mole, ou seja, feridas causadas por material cortante, cujo tratamento é o ponto para fechamento que, às vezes, pode desenvolver um processo chamado queloide –uma formação irregular de cicatriz – e, sendo a face uma área estética de grande importância, essa condição pode levar a alteração do relacionamento psicossocial da vítima.

Quando o trauma envolve os dentes, com quebras ou perdas, o problema será tratado após uma avaliação, com restauração dentária, tratamento de canal ou, em casos mais graves, implantes dentários para a reposição das unidades perdidas, de acordo com a avaliação do cirurgião-dentista que conduzirá o caso.

As fraturas dos ossos faciais são uma forma de trauma que apresenta uma lesão na qual o osso se quebra podendo ou não estar deslocado. Para tratamento, a vítima pode precisar de um afastamento das atividades laborais ainda maior e necessitar, em muitos casos, de procedimento cirúrgico com internamento hospitalar, o que gera ainda mais custos para todo o serviço de saúde, com o uso de material para fixação e estabilização das fraturas.

Importante ressaltar que o tratamento de todas as lesões aqui descritas, entre outras que envolvem a face, é competência do cirurgião-bucomaxilofacial – um cirurgião-dentista que se tornou especialista na área após curso de residência de três anos, em média, e que, normalmente, está presente nos hospitais para realizar esse atendimento.

A prevenção é a melhor forma de evitar todos os transtornos. Portanto, o uso capacete não se trata apenas de uma exigência legal é um ato que pode salvar a sua vida.

Palavras Chave:

Compartilhe

Saiba Mais