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Publicada em 27/01/2020 às 13h24. Atualizada em 27/01/2020 às 13h28

Terapia Cognitivo Comportamental para TDAH

Tratamento enfoca os aspectos comportamentais e como contornar as perdas de quem tem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é algo que deve ser olhado com atenção. A busca por tratamentos precisa de um acompanhamento que vise um resultado satisfatório na vida da criança, adolescente ou adulto.

Para isso, há a necessidade de contar com a presença de um profissional que consiga identificar as características do paciente; quais são os seus principais pontos; se há a predominância do tipo desatento ou hiperativo; e, também, identificar os prejuízos na função executiva (algo comum em quem convive com o transtorno). A terapia para o TDAH deve ser aplicada visando esses aspectos comportamentais.

A Terapia Cognitivo Comportamental e o TDAH

Dentre as intervenções voltadas para o transtorno, podemos destacar uma que é muito importante para o trabalho desempenhado acerca de elementos necessários para as relações interpessoais e autonomia do indivíduo: a Terapia Cognitivo Comportamental.

Ela tem a função psicoterapêutica de proporcionar algumas mudanças que fazem a diferença no dia a dia da pessoa que convive com TDAH. Esse tipo de terapia para o TDAH é baseada na linha que o componente neurobiológico representa para os problemas manifestados pelo paciente.

A intervenção terapêutica é analisada segundo as queixas comportamentais, nesse caso, os déficits causados na vida da pessoa com TDAH, que são levadas ao profissional que está acompanhando o caso. Importante ressaltar que o transtorno é responsável por alguns pontos onde o padrão do comportamento adaptativo pode se mostrar claramente prejudicado. Aspectos como o autocontrole, o domínio da atenção e as demais competências ligadas à cognição são algumas das habilidades prejudicadas.

O objetivo principal da Terapia Cognitivo Comportamental

Diante da importância da terapia para o TDAH temos algo que atua no desenvolvimento de padrões de comportamentos e pensamentos. Além disso, outro ponto que também é trabalhado na Terapia Cognitivo Comportamental é a estabilidade emocional dos pequenos e dos jovens.

Há que se ressaltar a iminência de alguns comportamentos nocivos que podem ser fortalecidos no TDAH: sentimento de raiva, autoestima baixa, sentimento de culpa e isolamento. Sendo assim, o tratamento procura exercer técnicas que visem a uma melhora na qualidade de vida, incluindo a autonomia e o controle das competências.

É válido relembrar que essas terapias procuram se desenvolver de acordo com as necessidades de cada paciente em função desse indivíduo, a ser tratado, não contar muito com uma estrutura que possa dar condições emocionais. Então ocorre uma adaptação ao que a pessoa mostra precisar mais. É imprescindível que haja essa observação por parte dos profissionais.

Terapia para o TDAH deve abordar diferentes habilidades

Como vocês podem perceber por meio de nossos artigos, o tratamento do TDAH precisa ser dado por uma equipe médica que se paute na multidisciplinaridade. Esse aspecto é primordial para que todas as competências sejam bem trabalhadas.

Na maioria dos casos pode-se notar a presença de neuropsiquiatras, neuropediatras e neurologistas. No entanto, profissionais de outras áreas também são imprescindíveis para reforçar o tratamento: psicólogos, fonoaudiólogos, psicomotricistas, entre outros.

A Terapia Cognitivo Comportamental é um tipo de tratamento que tem mostrado sua total eficácia no desenvolvimento de um dos aspectos indispensáveis na vida do paciente: o comportamento social. A mudança ocorrida nesse conjunto representa a superação da criança, do adolescente e do adulto sob os desafios do dia a dia impostos pela existência do TDAH.

Relembrando os principais sintomas do TDAH

– Desatenção frequente em situações do cotidiano (obrigatórias e lúdicas);

– Dificuldade para seguir instruções ou finalizar o que devia (alguma tarefa);

– Não se familiarizar com atividades que peçam raciocínio ou atenção (atividades que necessitam de esforço mental);

– Ficar distraído por estímulos externos e não prestar atenção ao que se passa dentro do contexto ao que está inserido;

– Perder objetos que fazem parte de alguma função rotineira;

– Bater mãos e pés quando precisa ficar parado;

– Levantar-se da cadeira a todo instante (inquietação total);

– Não ter paciência de esperar o outro terminar as atividades e querer passar na frente.

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