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Publicada em 17/07/2019 às 11h15. Atualizada em 24/07/2019 às 10h50

Autocuidado e habilidades sociais na Análise do Comportamento Aplicada

Conhecida como ABA, do inglês Applied Behavior Analysis, essa análise pode auxiliar pais e educadores de crianças que convivem com autismo ou distúrbios neurológicos. Saiba como.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Quem tem alguma criança que convive com o autismo ou outro distúrbio neurobiológico sabe muito bem que existem situações cuja atenção deve ser redobrada. Mas, por quê? Bom, nesse caso específico, podemos citar as habilidades sociais como aquelas que geralmente preocupam pais e mães no que diz respeito à conduta dos pequenos.

O motivo é justo, pois quando nossos filhos têm o controle do aspecto comportamental, eles tendem a alcançar a autonomia para ocasiões em que eles realmente podem desempenhar suas funções sem a ajuda de ninguém, como vestir uma roupa, escovar os dentes etc. Peguemos como exemplo o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e as limitações que a condição, muitas vezes, impõe ao indivíduo.

A criança com TEA precisa ser treinada para superar o bloqueio que ela enfrenta em sua relação com o ambiente externo, em especial, na interação estabelecida com outras pessoas. É justamente esse ponto que o artigo de hoje vai tratar sob a ótica da Análise do Comportamento Aplicada ou simplesmente ABA (do inglês Applied Behavior Analysis).

O que é ABA?

A ABA é uma área de conhecimento responsável por desenvolver pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da análise do comportamento. Ao longo das décadas, pesquisas descobriram uma série de tecnologias cuja elaboração procurou desenvolver repertórios comportamentais que fossem saudáveis e eficazes nas populações mais diversas.

É importante lembrar que ABA não é um método, mas um campo que investiga e promove uma aplicação dinâmica que evolui de acordo com novos princípios comportamentais à medida que novas pesquisas são realizadas. Sendo assim, muitos terapeutas utilizam o embasamento da ABA para levar a seus pacientes.

Como a ABA pode influenciar o autocuidado e as habilidades sociais?

É relevante salientar que a ABA estabelece o planejamento das condições de ensino, além daquilo que geralmente chamamos encadeamento consistente de comportamentos. Vale ressaltar que isso sempre parte dos comportamentos mais simples para aqueles mais complexos.

Isso significa que a intervenção para se utilizar os preceitos da ABA deve ser aplicada levando em conta os diferentes contextos da vida do paciente, considerando, também, o comportamento da criança analisada e tratada.

Tomemos como exemplo uma situação corriqueira, mas que representa muito para a criança e para os pais: escovar os dentes. Esse ato pode ser dividido em várias partes que devem ser ensinadas separadamente. 

É interessante notar que um comportamento de autocuidado pode ser introduzido na vida do pequeno, em partes, o que facilita o aprendizado de tal tarefa. As terapias baseadas na ABA também proporcionam estratégias que visam ao ensino de pontos que fazem toda a diferença no aspecto comportamental da criança, induzindo-a à prática de habilidades sociais, algo tão importante para o seu desenvolvimento.

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