podcast do isaúde brasil

Publicada em 03/08/2011 às 23h25. Atualizada em 19/12/2011 às 08h57

Combata o colesterol!

Quem está com o colesterol total baixo não deve se preocupar, pois estará protegido contra arteriosclerose.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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“Doenças provocadas pelo excesso de colesterol estão entre as maiores causas de morte no Brasil”.

Seja o que você come, a promessa eterna da matrícula na academia, o aposento do cigarro ou o controle da cervejinha, mesmo aquela de fim de semana: o assunto é muito mais sério do que você pensa. Isso porque as doenças provocadas pelo excesso de colesterol estão entre as maiores causas de morte no Brasil.

Antes de mais nada, é preciso entender do que se trata. O colesterol é uma substância que faz parte do nosso organismo, um tipo de gordura no sangue que é naturalmente produzida pelo fígado. Ele também chega ao nosso corpo por meio daquilo que comemos. O corpo precisa do colesterol para algumas funções, como formar a membrana de algumas células, produzir hormônios, vitamina D e também a bile.

O problema é que, quando seus níveis estão altos, há o risco de algumas complicações como a formação de placas de gordura dentro dos vasos (arteriosclerose) o que pode obstruí-los, levando ao infarto ou derrame. Todo dia 8 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia está atenta para alertar o maior número de pessoas em relação ao colesterol.

 

Uma coisa importante, a saber: existe um colesterol bom, que é o HDL. Ele circula pelo nosso sangue ligado às liproteínas de alta densidade. São essas proteínas que transportam o colesterol em excesso da corrente sanguínea para o fígado, onde será catabolizado. Então, esse colesterol protege as artérias, evitando a formação de placas de gordura, o que reduz o risco de doenças cardíacas.

Mas, se o HDL estiver baixo, acontece exatamente o inverso, as complicações cardiovasculares aumentam, principalmente se o paciente for portador também de diabetes, hipertensão ou obesidade. O ideal é que o HDL para mulheres seja maior que 50 mg/dL e para homens maior que 40 md/dL.

Existe também o chamado colesterol ruim, que é o LDL, que está ligado a liproteínas de baixa densidade. Essas liproteínas fazem o caminho inverso e levam o colesterol do fígado para a corrente sanguínea que, então, se acomoda nos órgãos e nos tecidos, principalmente nas artérias. São os altos índices de LDL que provocam a formação da placa de gordura que pode obstruir artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Quem está com o colesterol total baixo não deve se preocupar, pois estará protegido contra arteriosclerose. Se estiver usando remédio, são necessárias visitas periódicas ao médico para verificar possíveis efeitos colaterais, checar taxas de fígado e musculatura.

A doença mais comum e mais temida relacionada ao aumento do colesterol ruim é a arteriosclerose, ou seja, o acúmulo de gordura nas artérias, que pode envolver as coronárias, as carótidas, as artérias do cérebro, as das pernas e as renais. As consequências são muito ruins: angina, infarto, derrame cerebral, demência, dores nas pernas, piora da hipertensão e insuficiência renal.

De modo geral, é indicado que todas as pessoas, a partir dos 20 anos, tenha medido seu colesterol, e repetindo esse processo a cada cinco anos. O cuidado deve ser ainda maior se houver histórico do problema na família. Nesse caso, convém fazer a medição ainda mais cedo, com uma frequência maior. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, mais da metade dos brasileiros nunca havia feito a medição do colesterol. Boa parte dos entrevistados nem sequer sabia da existência de um colesterol bom e outro ruim.

“A mulher que fuma terá ainda um maior risco de complicações, portanto, quanto mais cedo interromper esse vício, melhor”.

As crianças necessitam uma atenção especial quanto aos riscos relacionados à elevação do colesterol. Geralmente, o colesterol alto em crianças e adolescentes está associado à obesidade, que juntos, podem precipitar a hipertensão e ateriosclerose. Esse estilo de vida cheio de salgadinho, biscoito recheado, hambúrguer e apatia na frente da televisão ou do computador é muito preocupante.

“As mulheres tendem a aumentar o colesterol na fase da menopausa, o que está ligado ao  estrógeno, o hormônio feminino. Particularmente, nessa fase, começa a aumentar o risco de doenças cardiovasculares”.

As mulheres tendem a aumentar o colesterol na fase da menopausa, o que está ligado ao  estrógeno, o hormônio feminino. Particularmente, nessa fase, começa a aumentar o risco de doenças cardiovasculares e, por isso, o controle do colesterol se torna muito importante. Dieta, exercício e, quando necessário, medicação para colesterol, deverão ser utilizados no tratamento. A mulher que fuma terá ainda um maior risco de complicações, portanto, quanto mais cedo interromper esse vício, melhor.

Nos idosos, o colesterol também deve ser investigado e cuidado. Muitas vezes pode estar relacionado a problemas da tireóide ou associado com diabetes. Os hábitos alimentares saudáveis e a medicação são igualmente importantes e seu controle reduz as complicações cardíacas e cerebrais, também nessa faixa etária, não devendo ser negligenciado.

 Uma coisa muito importante a ser dita é que o colesterol alto não apresenta sintomas. Ou seja, não existe um aviso, a pessoa simplesmente pode estar com o organismo comprometido e nem ao menos ter essa noção. Isso é muito prejudicial e só vai se acumulando ao longo dos anos. Tratar do colesterol é, portanto, um investimento que a gente faz em nossa saúde a longo prazo.

Sobre as mudanças de vida, vamos lá. Uma das mais importantes é a tão falada reeducação alimentar. A recomendação é reduzir o alimento de origem animal, como carne gordurosa, especialmente vísceras e seus derivados, além de linguiça, salsicha, salame, presunto, pele de aves e frutos do mar, como camarão, ostra e marisco. Deve-se evitar também as frituras, os óleos, manteiga, leite de coco e azeite de dendê. Fácil não é, mas essa rigidez deve ser observada em cada caso. A idade conta, assim como no caso de pessoas portadoras de diabetes, hipertensão  e obesidade.

O que vai ajudar muito nessa hora é a prática de uma atividade física, que deve ser iniciada com a orientação de um médico. Para ser mais efetivo, o exercício deve ser feito de forma regular, pelo menos quatro vezes na semana e com duração mínima de quarenta minutos. As atividades aeróbicas agem, tanto na melhora do metabolismo como na aptidão cardiorespiratória (ajudam você a respirar melhor) e, de quebra, ainda te fazem perder peso.

Escolha fazer aquilo que gosta e que se adeque as suas possibilidades. Alguns bons exemplos são caminhadas, bicicleta, esteira, corridas e natação. Para obter resultado, além do exercício, voltamos ao tema da dieta saudável. É preciso fazer algumas trocas no dia a dia, já que parte do colesterol vem da absorção gastrointestinal do alimento. Boas escolhas incluem frutas, verduras e fibras. Procure consumir leite e iogurte desnatados, queijo branco (ricota, frescal ou cottage) e opte por peixe, carne magra e frango sem pele. Tudo deve ser preparado sem gordura. Em lugar de fritar, cozinhe, asse ou grelhe.

No que diz respeito ao óleo, escolha os vegetais, como azeite de oliva, canola, milho e girassol. Esses alimentos fazem parte de uma dieta saudável e também ajudam no controle do colesterol. Para ter menos colesterol no sangue, então, é vantagem trocar o óleo composto de gordura saturada, que ajuda no perfil lipídico mais favorável e pode até aumentar o HDL, o colesterol bom. Aposte neles para as suas receitas e esqueça a banha e a manteiga. Por mais saborosas que sejam, são muito prejudiciais. Quer um outro exemplo? O farelo de aveia, que é rico em fibras solúveis, por reduzir o tempo do trânsito gastrointestinal, diminui a absorção do colesterol.

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O que é colesterol

O colesterol é uma substância que faz parte do nosso organismo, um tipo de gordura no sangue que é naturalmente produzida pelo fígado. Ele também chega ao nosso corpo por meio daquilo que comemos.

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