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Publicada em 24/07/2019 às 13h10. Atualizada em 30/07/2019 às 10h15

Conheça a terapia nutricional e os riscos de infecções em sondas alimentares

Saiba quais são os tipos de sondas o os cuidados na sua utilização.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A terapia nutricional é um conjunto de técnicas e procedimentos que são empregados para manter ou recuperar o estado nutricional dos pacientes. Ela pode ser classificada em enteral ou parental. A terapia nutricional enteral atua na administração da alimentação por meio de sondas, que podem ser colocadas no nariz ou na boca e vão até o estômago ou intestino, ou serem alocadas diretamente no estômago e intestino. Sendo assim, podem ser do tipo orogástrica, oroenteral, nasogástrica, nasoenteral, gastrostomia e jejunostomia. Ela pode ser administrada em domicílio, unidade hospitalar ou ambulatório. Já a nutrição parenteral é administrada diretamente na corrente sanguínea, sendo indicada aos pacientes com algum comprometimento no sistema digestório.

O uso de sonda enteral é indicado para pacientes com algum comprometimento nutricional e que estejam impossibilitados de realizar a alimentação pela boca (via oral), como, por exemplo, pacientes inconscientes, com doenças neurológicas, que apresentem lesões orais, queimaduras, entre outros. Pacientes com câncer de cabeça e pescoço que estejam em tratamento radioterápico podem necessitar dessa terapia. Isso porque alguns efeitos colaterais como a mucosite oral (lesão oral) e a dificuldade de deglutir (disfagia) diminuem a ingestão alimentar normal, além da distorção do paladar (disgeusia) e dor ao deglutir (odinofagia), que contribuem para a perda do apetite. Esses fatores atuam impedindo o aproveitamento parcial ou total dos nutrientes que estão presentes na alimentação. Com isso, é possível notar a perda de peso acelerada, desnutrição e o aumento do risco de internação hospitalar.

No entanto, apesar de trazer benefícios, é necessário muito cuidado com o preparo e a administração das dietas. Os alimentos que serão ofertados, o ambiente em que serão preparados e os equipamentos que serão utilizados devem ser higienizados adequadamente antes do preparo, para que sejam reduzidos os riscos de contaminação, evitando assim, os quadros de infecção.

"A principal complicação é gastroenterocolite, que pode ser definida como a inflamação dos revestimentos estomacais e intestinais e apresenta sintomas como vômitos, diarreias, dores abdominais e mal-estar."

A principal complicação é gastroenterocolite, que pode ser definida como a inflamação dos revestimentos estomacais e intestinais e apresenta sintomas como vômitos, diarreias, dores abdominais e mal-estar. Por essa razão, é importante lavar sempre a sonda e todo o equipamento depois da sua utilização, ter utensílios próprios para preparo da dieta, higienizar previamente o ambiente de preparo e os alimentos. Adicionalmente, faz-se necessário manter um bom padrão de higiene bucal. Seguindo essas orientações, é possível diminuir os riscos de contaminação e garantir a melhoria adequada do estado nutricional dos pacientes.

Referências:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ministério da Saúde, Brasil. Resolução nº 63 de 2000. Regulamento Técnico para Terapia de Nutrição Enteral. Brasília, 2000.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Manual de terapia nutricional na atenção especializada hospitalar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 60 p.

PEROTE, Girlene Mesquita; VIEIRA, Renata Queiroz; MEDEIROS, Jackeline Lima de. Nutrição enteral e risco de contaminação microbiológica: uma revisão de literatura. Revista de Nutrição e Vigilância em Saúde, Fortaleza, v. 1, n. 3, p.23-26, 2013.

SANTOS, Bernadete Helena Cavalcanti et al. Manipuladores como causas potenciais de contaminação microbiana de alimento enteral. Infarma, João Pessoa, v. 15, n. 11, p.71-73, jan. 2004.

TAKARA, Tammy Fumiko Messias et al. Avaliação nutricional em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Rev. Bras. Cir. Cabeça Pescoço, São Paulo, v. 41, n. 2, p.70-74, abr. 2012.

TORRES FILHO, HelioMagarinos. Gastroenterites infecciosas. Jbm, Rio de Janeiro, v. 101, n. 2, p.25-29, mar. 2013.

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