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Publicada em 01/10/2019 às 00h00. Atualizada em 01/10/2019 às 08h39

Entenda a importância do aleitamento materno

No Brasil, apenas 25% das crianças brasileiras são amamentadas durante os dois primeiros anos e 50% recebem leite materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O leite humano, por sua composição nutricional, é considerado completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável da criança durante os primeiros dois anos de vida. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente aproveitado pelo organismo infantil, e que possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. 

Além de sua propriedade relacionada ao sistema de defesa do organismo humano, é um alimento que não requer custos, favorece o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso da criança. Outro benefício do aleitamento materno é a proteção contra doenças na vida adulta como a hipertensão, doenças do colesterol e obesidade, além da proteção da mãe contra o câncer de mama. 

Por todos esses motivos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e que, a partir de então, a amamentação seja mantida por dois anos ou mais, juntamente com o uso de alimentos como frutas, verduras, carnes, frangos e peixes. 

Apesar de todas as evidências científicas provando a superioridade do aleitamento materno sobre outras formas de alimentação infantil e da melhora das taxas de amamentação no Brasil, apenas 25% das crianças brasileiras são amamentadas durante os dois primeiros anos e 50% recebem leite materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida.

Um dos motivos consequentes desses dados são os mitos que envolvem a amamentação, contribuindo para sua interrupção ou introdução de outros alimentos precocemente. Abaixo citamos alguns desses mitos.

MITO 01: “Meu bebê vive chorando com fome”
O choro é a única comunicação da criança. O bebê vai chorar para solicitar tudo. Reclamar de uma fralda suja, de calor, de frio, da vontade de um colo, de dor e inclusive para pedir para mamar. Entretanto, em virtude da rápida digestão do leite materno, a criança vai solicitar mais vezes o peito, achando as mamães que o leite não está sustentando a criança. 

MITO 02: “Algumas mães produzem um leite mais fraco”
Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê. Isso pode ser percebido quando a criança mama regularmente, percebendo, dessa forma, um aumento de peso. Esse mito existe em virtude de o leite materno ser mais claro que o leite de vaca e por sua digestão ser mais rápida. 

MITO 03: “As fórmulas atuais são quase iguais ao leite materno”
As fórmulas disponíveis no mercado não contêm anticorpos (responsáveis pela proteção do organismo), enzimas e hormônios presentes no leite materno. Existem outros elementos que ajudam no crescimento da criança, entretanto, não substituem o leite materno.

MITO 04: “O tipo de parto interfere na amamentação”
Independentemente do tipo de parto, as mulheres podem amamentar. O que pode influenciar são aspectos relacionados à dor do processo cirúrgico, visto que a dor e o desconforto causados podem interferir em hormônios que produzem e ejetam o leite materno.

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