podcast do isaúde brasil

Publicada em 12/05/2020 às 14h14. Atualizada em 01/07/2020 às 11h14

Estamos em CRISE, isolados para conter a disseminação do vírus COVID-19, e tentando organizar a desordem interior.

De repente, fomos convocados a ficar em casa, não para descansar o corpo, a mente, para tirar férias e escolher para onde ir ou o que fazer.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"SIM, fomos convocados a olhar, vivenciar, tolerar, superar nossas fragilidades e de nossos familiares." 

SIM, fomos convocados a olhar, vivenciar, tolerar, superar nossas fragilidades e de nossos familiares. Como seguir enfrente sem os grupos de apoio? Sem o bate papo com os amigos, sem a voltinha no shopping, sem o banho de mar, a leitura na banca de jornal ou livraria, sem a visita diária ou semanal aos pais para um delicioso café, sem as orações com os amigos da fé?

SIM, fomos convocados a olhar para o próximo mais próximo, ganhamos tempo para chorar, brigar, expressar nossa indignação através do silêncio, das dores musculares, do corpo que só pede cama e dos pensamentos mais devastadores.

SIM, fomos convocados a realizar lutos de uma rotina, de planejamentos, de viagens, de amores, de pessoas que se foram sem a despedida convencional.

Tempos difíceis, talvez necessário para nos fazer parar. Parar para refazer, recomeçar. 

Recomeçar segundo o dicionário significa começar de novo, após interrupção. 

Recomeçar significa andar para frente através de caminhos diferentes. 

Para a autora Cecília Meirles “é preciso fazer iniciar, mesmo com dor e sofrimento, antes arriscar do que apenas sonhar.”

Quantos desafios...

Para quem estava habituado a estar consigo, o desafio pode parecer menor. 

Organizar uma nova rotina, tentar trabalhar ou estudar com tantos apelos e chamados, aprender a limitar seu horário e espaço para não parar, para seguir enfrente.

E para aqueles que não percebiam que a companhia de si mesmo desperta dúvidas, medos e incertezas?

Nesse momento delicado somos um pais com dirigentes que não nos passam segurança. Posso fazer uma analogia a um casal com filho que se envolve numa teia de rancor e brigas deixando o filho inseguro, temeroso e fragilizado. Somos fruto dessas relações.

Com tantas informações de qualidade e tantas outras deformadas, qual devo seguir? Quem merece minha escuta? 

A primeira urgência é tentar se organizar internamente, se permitir autocuidar-se. Olhar para si, passar a fazer escolhas saudáveis, eleger alguém da sua confiança para buscar informação, tentar respirar calma e pausadamente, escolher alimentos nutritivos, aprender a utilizar as sementes dos legumes e frutas para começar sua horta em casa, usar eletrônicos quando necessário, evita-los perto do horário de dormir, pintar uma parede da sua casa, pintar uma tela, escrever sobre o que esta sentindo ou escrever apenas pelo prazer, escolher um aroma que te acalma e respirá-lo. 

Sem perceber, aos poucos nos daremos chance para perceber o que estava adormecido em nós, inicia-se assim novos prazeres, rotina e amores.

SIM, a palavra de ordem é RECOMEÇAR.

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