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Publicada em 13/09/2013 às 00h00.

Estudos relatam a prevalência da síndrome de burnout em fisioterapeutas

Pesquisa recomenda uma maior participação dos fisioterapeutas na administração hospitalar.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Vários estudos relatam a prevalência da síndrome de burnout em fisioterapeutas. Em um estudo realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) (2007), com acadêmicos do 4º ano de Fisioterapia, foram encontrados escores moderados nos indicadores de exaustão emocional e despersonalização, apontando sinais de estresse condizentes com a síndrome.

Os resultados deste estudo apontam que os alunos apresentaram sinais condizentes com a síndrome de burnout, tendo obtido escores moderados nos indicadores de exaustão emocional e despersonalização.

Outros estudos encontraram uma alta incidência de burnout em fisioterapeutas empregados em hospitais. Esse índice ocorre devido à diferença de expectativa observada entre os fisioterapeutas e os administradores de hospitais. Para que tal fato seja amenizado, recomenda-se uma maior participação dos fisioterapeutas na administração hospitalar.

O fisioterapeuta é um profissional que tem como principal instrumento de trabalho o seu próprio corpo, o qual, muitas vezes, é utilizado em situações de sobrecarga, seja pela realização inadequada de um movimento ou durante o trabalho com um paciente totalmente dependente. Esse profissional, portanto, está exposto a vários fatores de risco para o desenvolvimento de desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho.

FATORES DE RISCO OCUPACIONAIS PARA A OCORRÊNCIA DE DMRT

  • Trabalhar em posições encurvadas;
  • Tratar um grande número de pacientes em um dia;
  • Levantar ou transferir pacientes dependentes;
  • Realizar terapia manual (manipulações, mobilizações e/ou massagens);
  • Trabalhar na mesma posição por muito tempo;
  • Poucas pausas durante o dia;
  • Estresse/tensão emocional.

Referências:

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