podcast do isaúde brasil

Publicada em 28/02/2013 às 00h00. Atualizada em 28/02/2013 às 00h23

Exposição solar, bronzeamento e câncer de pele: cuidado, ainda é verão!

A dermatologista Fabiana Palma explica sobre os riscos da exposição solar e cuidados com a pele.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Quando os raios ultravioleta atingem a pele, uma parte é refletida e a outra absorvida. O que é absorvido é responsável por um estresse oxidativo com produção de radicais livres e outras substâncias inflamatórias que podem levar a dano celular com mutações do DNA e câncer. Além disso, a exposição também reduz a resposta imune do tecido cutâneo de forma localizada ou generalizada, participando da patogênese do fotoenvelhecimento e outras fotodermatoses.



O bronzeamento cutâneo se dá basicamente pela ativação da melanina, substância que causa pigmentação da pele quando há exposição à radiação solar podendo produzir um bronzeamento imediato e, em uma segunda fase, um bronzeamento tardio.

"Vivemos em um país tropical, em uma cidade litorânea, onde o lazer, a prática de esportes e mesmo o trabalho acontecem com frequência ao ar livre, daí a necessidade do uso das proteções físicas como chapéus (aba larga), óculos escuros, guarda sol, roupas e dos filtros solares..."

Vivemos em um país tropical, em uma cidade litorânea, onde o lazer, a prática de esportes e mesmo o trabalho acontecem com frequência ao ar livre, daí a necessidade do uso das proteções físicas como chapéus (aba larga), óculos escuros, guarda sol, roupas e dos filtros solares, que devem ser reaplicados a cada 30 minutos em caso de exposição prolongada. É importante ressaltar que eles protegem dos raios solares, não permitindo, contudo, que se prolongue esse tempo de exposição.

Não existe “sol bom” e, mesmo nos horários do início da manhã e final da tarde, recomenda-se fazer o uso de proteção adequada. Devemos ter este cuidado desde o nascimento. Sabe-se que na infância a exposição solar precoce tem maior influência no risco do desenvolvimento do câncer de pele do que a exposição solar tardia. Recomendamos, assim, o início do uso dos protetores tópicos a partir dos seis meses de vida e, antes disso, a proteção física.

A radiação solar é útil para o corpo, entre outros fatores, pela capacidade de induzir a elaboração da vitamina D no organismo. Entretanto, sua exposição  deve ser feita de forma consciente e sempre com a proteção adequada, pois estudos já comprovam que a utilização de filtros solares não influencia na produção dessa vitamina, bastando 10 minutos de exposição solar numa área, por exemplo, como a face, para que o organismo absorva a quantidade necessária de energia solar capaz de metabolizar a vitamina D. Diariamente recebemos mais radiação solar do que isso. Os indivíduos com deficiência dessa vitamina devem buscar orientação de reposição e não se exporem intensamente ao sol.

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