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Publicada em 02/08/2011 às 19h01. Atualizada em 10/11/2011 às 18h01

Estudo comprova que dor lombar está associada ao tabagismo

Pesquisadoras baianas avaliam a dor na população de Salvador e apontam uma relação com o tabagismo. Será que você faz parte desta estatística?

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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“14,75% dos soteropolitanos são portadores de dor lombar crônica”.

Se você tem dor na coluna lombar (lombalgia) e é ou já foi fumante, está incluído na estatística de 19,7% da população soteropolitana que sofre com essa dor que é localizada na parte mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Em uma pesquisa realizada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, em parceria com a Universidade Federal da Bahia, publicada em 2008, na Revista Brasileira de Ortopedia, foi diagnosticado, entre as 2.297 pessoas entrevistadas, que 41,4% apresentavam alguma dor crônica e que, 14,75% dos soteropolitanos são portadores de dor lombar crônica.

É preciso destacar que a dor lombar é considerada crônica quando tem duração superior a seis meses.  Algumas estimativas apontam que 85% da população mundial irá sentir dor lombar em alguma época da vida.



O estudo utilizou dados de uma pesquisa realizada no ano de 2000, pelo Grupo das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. Inicialmente foram utilizadas algumas variáveis independentes como: estado civil, tabagismo, consumo excessivo de álcool, atividade física, escolaridade, obesidade central (circunferência abdominal), classe social e raça/ etnia.

A prevalência de dor lombar crônica foi mais frequente nos maiores de 60 anos (18,3%), viúvos ou separados (20,6%), entre os ex-fumantes (19,7%), com circunferência da cintura acima da normalidade (16,8%) e entre os que têm escolaridade baixa (17,4%), do que entre as demais categorias.

"A aproximação encontrada entre os fumantes e a Dor Lombar Crônica na população de Salvador sugere que o uso do cigarro contribui para o aparecimento de lombalgia, mesmo entre os indivíduos ex-fumantes".

A aproximação encontrada entre os fumantes e a Dor Lombar Crônica na população de Salvador sugere que o uso do cigarro contribui para o aparecimento de lombalgia, mesmo entre os indivíduos ex-fumantes. A ação dos ingredientes do cigarro alteram o pH e a nutrição dos discos intervertebrais, gerando, consequentemente, herniações. Além disso, o consumo de cigarros pode diminuir a resistência dos músculos envolvidos com a estabilização da coluna lombar, predispondo à dor, além de ser possível que a nicotina afete o sistema nervoso central, interferindo na percepção da dor.

A obesidade é outro fator de risco para a dor lombar. Neste estudo, a obesidade central (circunferência abdominal) com medida maior que 80 cm associa-se com a lombalgia, sugerindo que a obesidade central se correlaciona com alterações músculo-esqueléticas, favorecendo o desenvolvimento da dor lombar.

Isso pode ser explicado pelo sobrepeso, que provoca desequilíbrio biomecânico do corpo, alterando o eixo de gravidade e, consequentemente, aumentando o recrutamento da musculatura antigravitacional, podendo assim gerar o aparecimento das dores lombares.

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PERFIL DA POPULAÇÃO QUE APRESENTA DOR LOMBAR

Durante a pesquisa, foi possível definir o perfil dos pacientes que tinham a DLC:
• A média de idade de 40,9 anos, distribuindo-se entre 20 e 94 anos; a maioria (53,4%) na faixa etária de 40 a 59 anos.
• 64,3% eram casados.
• 51,9% nível médio de escolaridade.
• 43,4% tinham cor da pele parda.
• 71,5% não praticavam atividade física.
• 59,0% não fumavam.
• 50,7% trabalhavam.
• 55,2% classe social baixa

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