podcast do isaúde brasil

Publicada em 23/04/2019 às 00h00. Atualizada em 23/04/2019 às 12h13

L.E.R: quando esforços repetitivos tornam-se um problema

Esforços repetitivos e má postura são a equação básica para um problema muito comum: a LER. Saiba o que é e como preveni-la.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Todos os dias, Dona Denise acorda cedo para ir trabalhar em uma agência bancária da capital. Lá, há mais de 10 anos, ela exerce a função de caixa e passa horas e horas na frente do computador, atendendo os clientes da agência e realizando uma transação aqui e outra ali. Suas mãos não param e, entre números e palavras, passa horas e horas digitando coisas e mais coisas. Pelo menos passava, porque atualmente, ela tem reclamado de dores no punho, algo que a impossibilita de desenvolver suas atividades normalmente. Os médicos a diagnosticaram com lesão por esforço repetitivo (LER), uma síndrome clínica que pode afetar tendões, músculos e nervos periféricos e alterar a capacidade funcional da região comprometida, como a tendinite, a tenossinovite, bursite, dentre outras.

"Quando uma pessoa se queixa do problema, é porque uma determinada “parte” do corpo foi prejudicada, graças à realização de atividades que exigem esforços repetitivos em condições inadequadas e por longos períodos".



Apesar de a história ser fictícia, a LER é um problema real e atinge muita gente. Quando uma pessoa se queixa do problema, é porque uma determinada “parte” do corpo foi prejudicada, graças à realização de atividades que exigem esforços repetitivos em condições inadequadas e por longos períodos. Por exemplo, quem passa muito tempo digitando e faz isso em condições desfavoráveis, com um mobiliário inadequado e em um ritmo frenético durante anos, poderá desenvolver algum tipo de LER. Do mesmo modo, quem trabalha em linha de montagem, britadeiras e máquina de costura, além de músicos e esportistas que ficam horas ininterruptas treinando, também precisam ter cuidado.

Ai, que dor!

"O grande sintoma da LER é a dor crônica que afeta a região comprometida, mas há também a sensação de formigamento".

O grande sintoma da LER é a dor crônica que afeta a região comprometida, mas há também a sensação de formigamento. Quem sofre com o problema também pode ter fadiga muscular, redução da amplitude dos movimentos, inchaço, alteração da temperatura e inflamação. Em casos mais graves, é possível identificar inchaço e hematomas no local lesionado. Ao notar qualquer um dos sintomas, o mais indicado é procurar imediatamente um médico, para que possa ser feita uma avaliação e, posteriormente, um tratamento, pois, se nada for feito em tempo hábil, o quadro evolui, dificultando a recuperação. Afastar-se temporariamente da atividade ou diminuí-la funciona como uma medida que pode ajudar.

Vale lembrar que a LER é um problema que se desenvolve lentamente, de uma maneira quase imperceptível, pois não é um dano causado de uma só vez. Este fato é o que mais leva as pessoas a não se prevenirem, pois não a percebem imediatamente, mas somente quando já existe um grande comprometimento da área afetada. Muitos precisam de licenças no trabalho, fazer longos tratamentos ou até mesmo afastarem-se de suas funções por não conseguirem mais executá-la.

Tratamento e diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico. O mais importante é determinar a causa dos sintomas. Após a constatação do quadro clínico, o tratamento deve ser preferencialmente multiprofissional envolvendo médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros, uma vez que além das questões físicas, o sofrimento psíquico é muito frequente. Não é indicado tratar somente os sintomas, mas realizar uma abordagem integrada, que inclui tanto o tratamento medicamentoso e cirúrgico quanto as abordagens terapêuticas ocupacionais, fisioterápicas, massagens, acupunturas, psicoterapia e outras.

Dicas para evitar a LER

Para evitar o problema, como o de Dona Denise, o cuidado com a postura é fundamental. Procurar manter as costas eretas, os ombros relaxados, dar uma pausa a cada uma hora para levantar-se e fazer alongamentos ajudam na prevenção. Além disso, é importante solicitar equipamentos ergonomicamente adaptados, como cadeiras, computadores, mesas, dentre outros materiais, pois os móveis devem permitir posturas confortáveis e a liberdade de movimentos. É preciso estar atento às limitações do próprio corpo, ao aparecimento de sintomas e principalmente às condições inadequações de trabalho. 

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