podcast do isaúde brasil

Publicada em 22/12/2019 às 00h00. Atualizada em 22/12/2019 às 12h27

Natal: qual o brinquedo mais adequado para seu filho?

A psiquiatra Dra. Ivete Oliveira explica como cada brinquedo pode desenvolver habilidades e estimular competências.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Cada brinquedo corresponde a uma faixa etária específica, porque estão voltados para habilidades e competências que se espera para cada criança em determinado momento. Além disso, existe um risco de acidentes, ingestão de peças de brinquedos, a depender da faixa etária e da composição do brinquedo. 

"O brinquedo é uma ferramenta que se aproxima do mundo da criança, facilita sua expressão e, com ele, se reconhece e se expressa". 



O brinquedo é uma ferramenta que se aproxima do mundo da criança, facilita sua expressão e, com ele, se reconhece e se expressa. Podem ser utilizados brinquedos que estão imersos na cultura infantil e já vêm prontos, como bonecas e carros ou também confeccionados em conjunto com a criança, utilizando massa e outros brinquedos que vão tomando forma à medida que a criança entra em contato. Pode-se utilizar qualquer tipo de brinquedo, desde que se tenha cuidado em observar a indicação: porque e o que se pretende atingir com o seu uso, mas diversas formas e tipos devem ser disponibilizados. 

Um brinquedo que auxilia no desenvolvimento infantil é o de encaixe, em que a criança coloca cada forma em seu lugar.

Uma questão a ser observada é a crescente utilização de brinquedos industrializados e o uso de aparelhos eletrônicos em que há uma pequena variação na forma de usá-los, o que limita as experiências da criança. O uso crescente do computador, a redução dos espaços públicos e do brincar expressivo são exemplos que tornam o mundo da criança menos criativo e mais voltado para o mundo do adulto.

Os brinquedos são chamados educativos porque são potencializadores da aquisição de habilidades da criança, estimulam a aquisição de competências, assim como a focalização da atenção, da comparação de formas, traços de memória, reconhecimento de cores, tamanhos, socialização, internalização de regras, além de permitirem que a criança operacionalize, no brincar, fantasias e vivências internas e subjetivas próprias de sua idade. 

À medida que a criança amadurece, vai ‘deixando de lado’ alguns brinquedos e dirige-se a outros mais complexos e desafiadores, por isso, cada um deles deve ser adequado à respectiva faixa etária e apresentar um grau de complexidade correspondente às competências que se espera da criança. Obviamente não são homogêneas e nem bem delimitadas, trata-se mais de uma zona de transição, em que a criança avança na exploração do mundo, levanta questões tentando entendê-lo, formula hipóteses e, daí, os brinquedos devem atender a esse momento. No caso de ser oferecido um brinquedo de maior complexidade do que aquela adquirida pela criança, ela não vai fazer o uso devido e, em alguns casos, correr riscos, como ingerir e lamber peças etc. 

Palavras Chave:

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