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Publicada em 01/12/2014 às 00h00. Atualizada em 01/12/2014 às 11h01

Nódulos podem ser benignos ou malignos, entenda a diferença

A ecografia (ultrassom) e a mamografia são exames que podem ajudar o mastologista a detectar tumores cancerígenos e indicar o melhor tratamento.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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As mamas são glândulas cuja principal função é a produção do leite materno, que se forma nos lóbulos e é levado até os mamilos por pequenos canais denominados ductos. Em situações específicas, quando as células da mama passam a dividir-se e multiplicar-se de forma desordenada e aleatória, um tumor maligno pode instalar-se, fenômeno que ocorre principalmente nos ductos e, mais raramente, nos lóbulos.

Um dos maiores temores da maioria das mulheres é encontrar um nódulo na mama. Obviamente nem sempre o que se encontra de fato é o que a mastologia define como um nódulo na mama – em geral, um pequeno "caroço", que, ainda assim, nem sempre significa que a paciente está com a doença. 

Muitas vezes esse nódulo pode ser benigno, tratando-se de um fibroadenoma ou de um cisto, que é uma outra estrutura. A suspeita de câncer de mama pode ocorrer, no entanto, quando ele apresenta as chamadas características malignas e se houver histórico familiar da doença, especialmente em parentes de primeiro grau com idade precoce.

Além disso, são fatores de risco a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos, o excesso de peso, ingesta aumentada de álcool, tabagismo e a história familiar ou de mutação genética. Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 também constitui um fator de risco importante. Estão também mais propensas a desenvolver a doença as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 30 anos, que não amamentaram, fizeram uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio equino conjugado e progesterona associados), menstruaram antes dos 12 anos e entraram mais tarde na menopausa. Há ainda casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

Ao encontrar um nódulo, é importante consultar um médico para que ele possa examinar e solicitar exames como a ecografia (ultrassonografia), mamografia e/ou biópsia. Somente através dos exames o especialista poderá identificar se o nódulo é benigno ou maligno e definir o tratamento mais adequado.

CONSULTE UM MASTOLOGISTA

Apesar de 80% dos nódulos mamários serem benignos, é essencial consultar um mastologista, que é o médico especialista. O câncer de mama, que é mais frequente em mulheres com idade acima dos 50 anos e na menopausa, é caracterizado por um caroço duro na mama, que não desaparece depois da menstruação e não diminui de tamanho, sendo normalmente acompanhado por outros sintomas.

A mamografia é entregue com resultado padronizado que utiliza um sistema de classificação chamado BI-RADS. Quando o exame não consegue caracterizar as alterações e é preciso pedir exames complementares à paciente, ele entre na categoria 0. As categorias 1 e 2 são de resultado normal, sendo que as pacientes devem refazer a mamografia em um ano (no caso da 2, refere-se à normalidade, mas com alterações benignas, sem risco de câncer). Da categoria 3 até a 6 ocorrem desde “alterações suspeitas de malignidade” até “diagnóstico histopatológico de câncer de mama estabelecido”.

Os nódulos BIRADS 4 e 5 necessitam de uma biópsia para definir se a lesão é maligna ou não. O melhor, para não haver sustos ou interpretações erradas, é deixar o médico explicar os resultados. Uma paciente leiga pode se assustar ao ler a expressão “nódulo na mama hipoecogênico ou hipoecóico” – mas esta é somente a expressão que aparece nos relatórios dos exames de imagem e não tem nenhuma relação com gravidade ou malignidade do nódulo.

CAUSAS

O nódulo mamário pode aparecer apenas devido a alterações hormonais, sumindo depois da menstruação, ou surgir por conta do aparecimento de um cisto ou fibrose do tecido mamário. São várias as causas comuns de nódulo na mama, como as alterações fibrocísticas (geralmente associadas à menstruação e que, normalmente, não necessitam de nenhum tratamento específico); fibroadenomas (que são tumores benignos na mama, mais comum em mulheres jovens) e os cistos (que ocorrem geralmente em mulheres na pré-menopausa com idade acima dos 40 anos, considerados alteração mamária não grave). Há ainda o lipoma, que é resultado do acúmulo de tecido gorduroso na mama, e que não é grave, sendo indicado cirurgia apenas na dúvida diagnóstica.

"Embora o câncer de mama seja uma doença que acomete principalmente as mulheres, ele pode ocorrer também nos homens."

Embora o câncer de mama seja uma doença que acomete principalmente as mulheres, ele pode ocorrer também nos homens. O nódulo da mama no homem, em geral, está associado ao câncer de mama, mas ele também pode ser benigno e, por isso, ao notar a presença de um nódulo, deve-se informar ao médico para que sejam feitos os exames de diagnóstico que identificarão a origem do nódulo.

Não se deve confundir, no homem, com o nódulo da adolescência, também conhecido como “pedra”, que surge como um inchaço duro, arredondado e sensível nos mamilos dos meninos de 11 a 17 anos, não demanda tratamento e pode desaparecer espontaneamente; é a ginecomastia, que pode crescer e apresentar as características dos seios femininos sem, no entanto, revelar nenhuma disfunção glandular.

Uma vez detectado o nódulo maligno, as formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento da doença. Os tratamentos mais indicados são a quimioterapia (administração de medicamentos para matar as células malignas), a radioterapia (que utiliza a radiação para o mesmo fim), a hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). O tratamento também pode incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.

A paciente que recebe a notícia de que tem nódulos malignos passa por um grande impacto emocional e é preciso preparar-se, tanto para esta possibilidade quanto para o tratamento que se segue a essa etapa. Vale lembrar que a mamografia é o melhor exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de um centímetro – que, com esse tamanho, pode ser curado em até 95% dos casos. O diagnóstico precoce é, portanto, fundamental na luta contra o câncer de mama.

O preparo pré-operatório demanda a realização de uma série de exames, que vão certificar se a paciente ou o paciente tem boas condições para receber a anestesia e passar pelo procedimento cirúrgico. Somente depois de realizados os exames solicitados pelo médico especialista a cirurgia poderá ser realizada.

SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA AVANÇADO

* Caroço doloroso na mama, com aumento do seu tamanho e aparecimento de vários nódulos durante o período menstrual;

* Caroço na mama que não se move facilmente ao toque, indolor;

* Caroço duro na mama que não diminui de tamanho e permanece após a menstruação, geralmente associado a alterações na aparência e no aspecto da mama;

* Quando o mamilo vira para dentro subitamente ou está liberando um líquido (sangue ou transparente como água mineral).

RECOMENDAÇÕES

* Mamografia anual a partir dos 40 anos, sem idade pré-determinada para parar, devendo suspender os exames apenas com indicação do mastologista (quanto maior a idade de uma mulher, maior o risco de câncer de mama);

* Submeter-se ao exame das mamas feito por médico a cada dois ou três anos, entre 20 e 40 anos; acima dos 40 anos, o exame deve ser anual, assim como a mamografia;

* Fazer o autoexame das mamas no 7º ou 8º dias depois do início da menstruação, mensalmente, se você é mulher e tem mais de 20 anos;

* Uma mamografia negativa não é prova da inexistência de tumor na mama;

* Embora mais raramente, o câncer de mama também pode atingir os homens. Por isso, depois dos 50 anos, não se deve desconsiderar sinais da doença, como nódulo não doloroso abaixo da aréola, retração de tecidos, ulceração e presença de líquido nos mamilos.

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