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Publicada em 22/07/2013 às 00h00. Atualizada em 28/11/2016 às 15h22

O que é dor orofacial?

As causas são diversas. O tratamento deve ser multidisciplinar e com várias medidas preventivas. Confira!

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Dores na região da cabeça, na face, pescoço ou boca são amplamente denominadas de dores orofaciais. Dessas, as condições mais comuns na população brasileira são as dores de dente, as dores de cabeça (cefaleias), na articulação temporomandibular, as nevralgias, dores de origem muscular ou acarretadas por câncer nas regiões da cabeça e do pescoço. Independentemente da causa da dor e, até mesmo, da presença de outros sintomas que podem estar associados a ela, o tratamento é multidisciplinar, porém voltado para a área especifica e com várias medidas preventivas.

Apesar de terem sido feitos poucos estudos epidemiológicos que tenham investigado a ocorrência da dor orofacial no Brasil, dados indicam que a prevalência entre norte-americanos é de 22%.  As dores na região da cabeça (cefaleias), que ocorreram em algum momento da vida, corresponderam a 70% e cerca de 40% das pessoas apresentaram dores nos dentes nos últimos seis meses.

 

Sintomas associados à dor

Em geral, as dores são referidas como persistentes, progressivas, latejantes, por vezes acompanhadas de sensação de queimação, como no caso das nevralgias e associadas ao movimento. É comum observar nos casos de DTM, por exemplo, a presença de estalos, mudança na mordida de forma súbita, a limitação ou travamento da movimentação da mandíbula, porque a pessoa refere piora da dor ou incômodo ao mastigar, falar ou simplesmente abrir a boca. A sensação de dor irradiada para cabeça, ouvido, dentes e pescoço também é comum, provocando mudanças de postura, alimentação e outros hábitos, ocorrendo, em casos extremos, isolamento social. Quanto às alterações dos hábitos alimentares, em geral provocadas pelas dores nos dentes, podem levar a quadros de desnutrição.

Tratamento

Devido a sua complexidade, o início do tratamento da dor orofacial exige uma investigação minuciosa da etiologia para que se tenha um diagnóstico preciso e correto, além do preparo e empenho dos profissionais da saúde. Para o diagnóstico tem-se a descrição detalhada dos sintomas, feita pelo paciente e são utilizadas técnicas como a palpação da face, da cabeça e do pescoço para definir os locais de dor, hipersensibilidade e identificar pontos dolorosos. 

A ausculta dos ruídos articulares (estalos), a observação de deslocamentos, limitação ou travamento do movimento da ATM e, quando necessários, os exames de imagem e complementares também são ideais para o diagnóstico diferencial. É de acordo com essa análise que o plano terapêutico é traçado, sendo que os tratamentos são multidisciplinares e envolvem conhecimentos da Odontologia, Otorrinolaringologia, Neurologia, Psiquiatria, Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia e outras áreas. 

Prevenção

Muitas são as medidas preventivas e as orientações que podem ser consideradas quando se trata da dor orofacial, dentre elas:

Praticar higiene bucal adequada;

Manter alimentação equilibrada, diminuindo a ingestão de açúcares;

Abstenção de fumo e bebidas alcoólicas;

Sempre consultar o dentista;

Praticar atividade física;

Evitar situações que causam estresse demasiado;

Adequar a postura ao dormir, no trabalho, no uso de computadores e aparelhos telefônicos;

Evitar hábitos como ranger e apertar os dentes, roer unhas, morder objetos duros como canetas e lápis.

Referências:

Dores de dentes. Disponível em: < http://www.nhs.uk/<wbr></wbr>translationportuguese/<wbr></wbr>documents/toothache_<wbr></wbr>portuguese_final.pdf>. Acesso em: 09 de Junho de 2013.



FABER, Jorge. Tratamento da disfunção temporomandibular (DTM) e dor orofacial. Revista Dental Press J. Orthod. Vol. 15,  n. 3, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.<wbr></wbr>php?script=sci_arttext&pid=<wbr></wbr>S2176-94512010000300001&lng=<wbr></wbr>en&nrm=iso>. Acesso em: 08 de Junho de 2013.



 SANTOS, Cristina Amaral. Dor orofacial com ênfase em cefaleias. Disponível em: < http://www.wgate.com.br/<wbr></wbr>conteudo/medicinaesaude/<wbr></wbr>fisioterapia/variedades/<wbr></wbr>orofacial_cristina/orofacial_<wbr></wbr>cristina.htm>. Acesso em: 07 de Junho de 2013.


YENG, Lin Tchi; et alii. Síndrome Dolorosa Miofascial. Jornal Brasileiro de Oclusão, ATM e Dor Orofacial. Vol. 3, n. 9, 2003. Disponível em: <>. Acesso em: 08 de Junho de 2013.


SIQUEIRA, Silvia Dowgan Tesseroli de. Dor Orofacial. Revista Dor em Destaque. Disponível em: <http://www.dor.org.br/<wbr></wbr>profissionais/pdf/<wbr></wbr>RevistaDorEmDestaque_7_%5BAS%<wbr></wbr>5D2.pdf>. Acesso em: 07 de Junho de 2013.


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