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Publicada em 23/05/2019 às 16h44. Atualizada em 23/05/2019 às 16h48

O que é fisioterapia uroginecológica?

Ela também é conhecida como fisioterapia pélvica.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Você sabia que existe um tipo de fisioterapia especialmente destina a tratar disfunções da região pélvica, possibilitando a reabilitação de órgãos, como a bexiga e o reto, além de auxiliar no desempenho sexual? A fisioterapia uroginecológica ou pélvica é a responsável também por prevenir esses problemas, pois está justamente voltada para a musculatura do assoalho pélvico. Para saber mais sobre esse tipo de tratamento, o iSaúde Brasil conversou com a fisioterapeuta da Clínica de Fisioterapia da Bahiana Saúde, Débora Sales de Castro. Confira a entrevista!

iSaúde Brasil – O que é fisioterapia uroginecológica? 

Débora Sales de Castro – A fisioterapia uroginecológica ou fisioterapia pélvica é a especialidade da fisioterapia que trabalha com as estruturas que compõem a pelve, em especial, a musculatura do assoalho pélvico, prevenindo, tratando ou reabilitando disfunções da bexiga, do reto e da sexualidade, além dos cuidados no pré e pós-parto das mulheres.

iSaúde Brasil  – Para que serve e em quais casos essa especialidade é indicada? 

Débora Sales de Castro – A fisioterapia irá atuar na melhora da capacidade de retenção e eliminação da urina e das fezes, como, por exemplo, nas incontinências, na constipação e em quadros dolorosos, seja para urinar, defecar ou ter relação sexual. Ela atua também nos prolapsos decorrentes do déficit na sustentação dos órgãos que se encontram na cavidade pélvica, como a conhecida “bexiga caída", e no preparo do assoalho pélvico durante a gestação, já que o útero gravídico representa uma sobrecarga para a musculatura do assoalho pélvico e pode gerar incontinência urinária. Essa fisioterapia é indicada também no preparo para o parto, seja normal ou cesariana, pois um músculo que sustente com qualidade é importante para evitar disfunções.

iSaúde Brasil – Qual profissional está habilitado para tratar dessa especialidade? 

Débora Sales de Castro – O fisioterapeuta especializado em Saúde da Mulher que possui conhecimento e prática em atendimento uroginecoproctológico.

iSaúde Brasil – Como é feita a fisioterapia uroginecológica? 

Débora Sales de Castro – São variadas as ferramentas de atendimento, mas é preciso iniciar com uma avaliação minuciosa da história que traz a pessoa ao consultório e uma avaliação física detalhada, para então traçarmos o melhor plano terapêutico individualizado, com orientações, terapia manual, aparelhos de eletroterapia, biofeedback, e cinesioterapia (exercícios), cones vaginas entre outros.

iSaúde Brasil  – A fisiouroginecologia pode substituir a cirurgia em alguns casos? 

Débora Sales de Castro – Sim. Em muitos casos, a fisioterapia é o recurso de primeira escolha, tanto para quadros de incontinência urinária, de esforço e bexiga hiperativa como para os prolapsos em estágio inicial. Além disso,  pode ser usada como tratamento pré-operatório quando a cirurgia é indicada.

iSaúde Brasil  – Quais grupos etários e de gênero são mais acometidos por disfunções urogenitais e anorretais? 

Débora Sales de Castro – As mulheres acima de 60 anos são as mais acometidas, por este ser o período em que entram na menopausa – fase de redução dos níveis hormonais que garantem a produção de colágeno, a flexibilidade dos tecidos e o tônus muscular. O assoalho pélvico é um grupo de músculos que acabam por sofrer a redução da sua capacidade de sustentação, de força, de coordenação, somando-se a isso múltiplas gestações e /ou sobrepeso, tornando-se mais propensas que os homens a disfunções pélvicas.

" O assoalho pélvico é um grupo de músculos que acabam por sofrer a redução da sua capacidade de sustentação, de força, de coordenação, somando-se a isso múltiplas gestações e /ou sobrepeso, tornando-se mais propensas que os homens a disfunções pélvicas."

iSaúde Brasil  – Quais são os benefícios da fisioterapia em uroginecologia? 

Débora Sales de Castro – O benefício principal é a melhora da qualidade de vida. A pessoa que sofre de disfunções pélvicas, muitas vezes, limita sua vida social por constrangimento e receio de ter perdas urinárias ou fecais em público e chega a apresentar quadros de depressão. Nestes casos, uma psicoterapia deve ser associada à fisioterapia. No entanto, o melhor é que, ao verificar sintomas, como dificuldade de segurar a urina, as fezes ou, ao perceber dor ou peso na região vaginal, a pessoa procure logo um profissional especialista em fisioterapia pélvica ou um médico, para diagnosticar e tratar, se houver uma disfunção, o quanto antes.

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