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Publicada em 26/09/2019 às 18h08. Atualizada em 26/09/2019 às 18h15

O que nos deixa inférteis? Conheça fatores e tratamentos

Se você é mulher e está com dificuldade de engravidar, veja aqui alguns possíveis motivos que podem ser evitados para auxiliar você a superar o problema.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Existem inúmeros fatores que levam à infertilidade e, por consequência, acabam atrapalhando o sonho de quem deseja ter um bebê. Mas, apesar disso, a Reprodução Assistida oferece uma série de opções de tratamentos.

Abaixo, estão listadas algumas doenças e condições que podem causar infertilidade e possíveis alternativas de tratamento para quem deseja uma gravidez.

Síndrome dos ovários policísticos: doença caracterizada pela alteração hormonal na qual a mulher geralmente não ovula e tem sintomas, como: distúrbios no ciclo menstrual, muitas vezes, acompanhados de acne e aumento da quantidade de pelos. A obesidade é mais comum nesse grupo de pacientes. Há mulheres que engravidam de forma natural, mesmo portando a síndrome. A maioria engravida apenas com medicações. Casos mais resistentes podem precisar de Fertilização In Vitro – FIV.

Endometriose: a infertilidade é uma das principais consequências. A doença é caracterizada pela presença do endométrio – camada que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, podendo acometer vários órgãos. O sintoma mais comum é a cólica forte e prolongada. Nem toda mulher com endometriose será infértil, por isso é importante consultar um especialista.  

Clamídia: é uma doença sexualmente transmissível – DST causada por uma bactéria. Ela age provocando inflamações e sequelas que comprometem o funcionamento dos órgãos reprodutivos femininos, em especial, as trompas de Falópio. O tratamento é feito com antibióticos. Mesmo depois de controlada a infecção, as sequelas podem levar à infertilidade. Nos casos mais avançados, pode ser necessária a retirada das trompas, e a única opção para engravidar são os métodos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro.

Obesidade: a obesidade pode provocar problemas cardiovasculares, afetar a estrutura anatômica e também despertar um desequilíbrio hormonal. Esse desequilíbrio resulta na alta incidência de disfunções menstruais e falta da ovulação, causando um risco de subfecundidade e infertilidade. Antes de se iniciar qualquer tratamento indicado pelo médico, é aconselhável a perda de peso com acompanhamento multidisciplinar.

Fator idade: a mulher já nasce com todos os óvulos e, com o passar do tempo, existe uma diminuição na quantidade e uma piora na qualidade. Dessa forma, a partir dos 35 anos, a chance de gravidez começa a diminuir gradativamente até que a reserva ovariana se esgote.

Quimioterapia: a quimioterapia pode provocar uma diminuição nas células germinativas tanto na mulher (óvulos) quanto no homem (espermatozoides), o que pode resultar em infertilidade. A manutenção da fertilidade pode ser programada por meio do congelamento prévio dos gametas, antes de se submeter ao tratamento contra o câncer. Para, depois, recorrer à FIV.

Outros fatores

Estresse: não causa infertilidade, mas pode alterar os hormônios, podendo dificultar a fertilidade.

Cigarro: extremamente prejudicial ao casal que deseja engravidar, pois pode diminuir a fertilidade tanto na mulher quanto no homem, bem como trazer complicações na gravidez ou até mesmo aborto.

Ainda existem outros fatores que podem diminuir a fertilidade, tanto feminina quanto masculina. É importante lembrar que as chances de estar infértil são as mesmas para homem e mulher. Para começar a investigar a dificuldade para engravidar, é importante observar se as tentativas superaram o período de um ano, considerando, nesse tempo, relações sexuais periódicas sem métodos contraceptivos. Em todos os casos, a busca por um profissional de reprodução assistida é muito importante.

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