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Publicada em 17/09/2012 às 00h00. Atualizada em 03/12/2012 às 09h06

O que você sabe sobre seus testículos?

Para os homens também é importante conhecer melhor seu organismo e evitar problemas da saúde reprodutiva.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"...assim como é importante para elas conhecerem bem seu corpo (...), para os homens também é importante conhecer seu organismo". 

É muito mais comum vermos informações sobre saúde reprodutiva feminina disponível nos programas de televisão, revistas e jornais, e mesmo nas escolas, do que sobre saúde reprodutiva masculina. No entanto, assim como é importante para elas conhecerem bem seu corpo, especialmente as mamas, cujo autoexame é bastante estimulado pela mídia e poder público, para os homens também é importante conhecer seu organismo. No entanto, sabe-se que muitos deles ignoram, por exemplo, o que são e qual a função orgânica dos testículos.

Os testículos são em número de dois, localizam-se no interior do escroto, popularmente chamado de saco, e são responsáveis pela produção dos espermatozóides e da testosterona, o hormônio sexual masculino. Têm, portanto, duas funções: endócrina e gametogênica. Além da produção de testosterona, eles também produzem as células de Leydig, conhecidas como células intersticiais. Estão sujeitos às influências hormonais da glândula pituitária (hipófise) e do hipotálamo (que é uma região do encéfalo que tem a função de regular determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas). 

CRIPTORQUIDIA: TESTÍCULOS QUE NÃO “DESCEM”

Um exame que os próprios pais podem fazer nos seus filhos, ao nascer, é checar se os testículos estão no escroto. Muitas vezes pode ocorrer criptorquidia, que é quando os testículos não “desceram”, situação que precisa ser corrigida, tanto em crianças quanto em adultos. Em situação normal, os testículos localizam-se atrás do pênis, dentro do saco. Têm aproximadamente o mesmo tamanho, com consistência suave que pode lembrar borracha e formato ovalado. Em muitos homens, o esquerdo é mais baixo que o direito.

"A criptorquidia (...) precisa ser corrigida porque se trata de uma má-formação que, além de afetar a função do órgão, pode resultar em degenerações tumorais na vida adulta". 

A criptorquidia (testículos não “descidos” ou escondidos) precisa ser corrigida porque se trata de uma má-formação que, além de afetar a função do órgão, pode resultar em degenerações tumorais na vida adulta. Os testículos ficam na cavidade abdominal ou retroperitônio, por conta de alterações hormonais ou mecânicas. Em outros casos, os testículos situam-se fora do trajeto normal de descida, localizando-se na região suprapúbica, perineal ou mesmo na região interna da coxa (testículos ectópicos). Há ainda o caso dos testículos hipermóveis ou retráteis, com risco maior de torção testicular, que chegam a descer para o escroto em algumas situações, mas mantêm-se fora do saco, na maior parte do tempo.

REGIÃO DE GRANDE SENSIBILIDADE

Como é de conhecimento geral, os testículos são uma das regiões mais sensíveis do organismo humano masculino. Agressões externas e traumas podem deixar consequências, como a orquite, que é uma inflamação com visível inchaço do testículo motivada ainda por vírus e parasitas, entre outros fatores. No caso da caxumba ou papeira (parotidite infecciosa), causada por vírus, há um risco de 25% de que o paciente apresente orquite quando a doença se manifesta depois da puberdade. 

"A orquite pode ocorrer em apenas um ou nos dois testículos, com apresentação aguda ou crônica". 

 

A orquite pode ocorrer em apenas um ou nos dois testículos, com apresentação aguda ou crônica. Na aguda, há fortes dores e evidente aumento de volume do escroto, com sensação de peso na região acometida e propagação da dor, com eventuais febre e mal-estar. A orquite crônica pode ocorrer de forma praticamente assintomática, com o paciente notando apenas um desconforto no manuseio do testículo. 

O diagnóstico da orquite é feito por exame clínico. Um dos principais sinais é o aumento do volume escrotal, hiperemia local (aumento da quantidade de sangue circulando na região), dor no manuseio e palpação dos testículos. Outros exames que auxiliam no diagnóstico diferencial são o sumário de urina, urocultura, testes para gonorréia e clamídia, leucograma e ecografia escrotal com Doppler.

Leia também: Câncer de testículo! O que você sabe sobre isso?

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