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Publicada em 22/10/2019 às 09h33. Atualizada em 22/10/2019 às 09h40

Oncogenética dá nova oportunidade a quem tem histórico de câncer na família

Mapear os genes permite identificar o risco e evitar o desenvolvimento da doença.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Após Angelina Jolie retirar as mamas para evitar o câncer que já vinha ocorrendo há várias gerações em sua família, o mundo passou a querer saber mais sobre a oncogenética. A atriz optou pela medida, em 2012, após realizar um exame de sequenciamento genético, que detectou uma mutação no gene BRCA1, que é hereditária e aumenta em 87% o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama e em 50% o risco de ter câncer de ovário.



As estatísticas apontam que de 5% a 15% de todos os casos de câncer ocorrem por mutações de genes herdados dos pais. No Brasil, com aproximadamente 600 mil novos casos de câncer por ano, são cerca de 60 mil pessoas com maior chance de ter a doença em razão da hereditariedade.

A análise genética de um paciente pode ajudar a prevenir o desenvolvimento do câncer, mas só é recomendada para pessoas enquadradas no grupo de risco - ou seja, com histórico de incidência de câncer precoce na família, quando a doença surge antes dos 40 anos.

O exame estuda uma porção genética específica - como os genes BRCA1 e BRCA2. A pesquisa genética é feita pela extração do DNA do sangue ou saliva do paciente. Dependendo da busca, o resultado leva cerca de 30 dias. O Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre, mas há casos de pacientes que os convênios pagam.

É preciso entender as mutações e saber qual a melhor estratégia para cada caso. Existem medidas de prevenção quando o risco de câncer de mama é detectado precocemente. Há procedimentos cirúrgicos e outros métodos para evitar o desenvolvimento da doença.

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