podcast do isaúde brasil

Publicada em 05/09/2013 às 00h00. Atualizada em 05/09/2013 às 22h45

Pé quente, cabeça fria! Cuidado com o estresse!

Você sabia que o estresse influencia no funcionamento de seu organismo?

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

"Em uma situação de estresse, o organismo humano redistribui suas fontes de energia, antecipando uma agressão iminente, visando restabelecer o equilíbrio através de um complexo conjunto de respostas fisiológicas e comportamentais". 

Em uma situação de estresse, o organismo humano redistribui suas fontes de energia, antecipando uma agressão iminente, visando restabelecer o equilíbrio através de um complexo conjunto de respostas fisiológicas e comportamentais. A manutenção desse estado de equilíbrio, a homeostase, é essencial para a vida e é constantemente desafiada por forças internas ou externas. Esse mecanismo de adaptação é vantajoso se realmente houver perigo iminente. Entretanto, se esse estado persistir por muito tempo, o dano será inevitável. Inúmeros estudos epidemiológicos e experimentais demonstram uma ligação entre o estresse crônico e o aparecimento e curso de muitas doenças.

A vida consiste em um equilíbrio dinâmico. Desta forma, as forças que alteram a homeostase são equilibradas por respostas adaptativas geradas pelo organismo. Os organismos multicelulares adaptam-se a essas situações através de complexas alterações neurais, humorais e celulares, envolvendo múltiplos órgãos e tecidos.O organismo humano desenvolveu um sistema complexo, mediado pelo sistema nervoso autônomo (SNA) e pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), com ações complementares através de todo o organismo. Essa combinação exerce importante influência em muitas funções vitais, como a respiração, o tônus cardiovascular e o metabolismo intermediário, que também são alteradas por estados de estresse.

Ao enfrentar um desafio, o organismo responde agudamente ao estresse, com o objetivo de induzir uma rápida mobilização de energia nos locais apropriados. Entre as respostas ao estresse, ocorre a liberação de corticotropina, o que desencadeia, por sua vez, a liberação do hormônio adenocorticotrópico (ACTH), estimulando a síntese e a liberação de glicocorticóides. Há incremento do metabolismo energético e aumento da frequência cardíaca e respiratória, da pressão arterial (a serviço da resposta de “luta ou fuga”). 

"...como resposta do organismo ao estresse, ocorre a diminuição do funcionamento do sistema imunológico devido à liberação dos glicocorticóides".

 

Também como resposta do organismo ao estresse, ocorre a diminuição do funcionamento do sistema imunológico devido à liberação dos glicocorticóides. Contudo, o estresse também pode provocar ativação imunológica através de uma variedade de rotas. A própria liberação de corticotropina e consequente liberação denoroadrenalina, acabam por ativar o sistema imune através de sinapse com células-alvo imunológicas. Assim, os estressores podem ativar o sistema imunológico promovendo, por exemplo, a liberação de fatores humorais imunes (citocinas) como a interleucina-1 (IL-1) e a IL-6. Essas citocinas, por sua vez, tendem a provocar ainda mais a liberação de corticotropina, o que, em tese, aumenta os efeitos dos glicocorticóides, diminuindo a ativação imunológica. 

Entre as patologias que o organismo pode apresentar ou serem exacerbadas devido a um quadro de estresse crônico, pode-se citar:

  • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE);
  • Úlcera péptica;
  • Colite ulcerativa;
  • Doença cardíaca coronária;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Estresse mental agudo;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Hipertensão;
  • Asma;
  • Síndrome da hiperventilação;
  • Hipertireodismo;
  • Hipotireodismo;
  • Diabete melito;
  • Distúrbios adrenais;
  • Dermatite atópica;
  • Psoríase;
  • Hiperidrose;
  • Prurido vulvar;
  • Artrite reumatoide;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Dores lombares;
  • Cefaleias/ enxaquecas.

Referências:

AGUIAR, S. M. et al. Prevalência de sintomas de estresse em estudantes de medicina. J Bras Psiquiatr. 2009;58(1):34-8).

 

BELANCIERI, Maria de Fátima; BIANCO, Maria Helena BorgatoCappo. Estresse e repercussões psicossomáticas em trabalhadores da área da enfermagem de um hospital universitário. Texto e Contexto enfermagem, janeiro-março, 2004, ano/vol. 13, número 001, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, Brasil.

BENKE, Mara Regina Pagnussat; CARVALHO, Élcio. Estresse x qualidade de vida nas organizações: um estudo teórico. Universidade de Rio Verde – FESURV.

CARVALHO, Liliane de; MALAGRIS, Lucia Emmanoel Novaes. Avaliação do nível de stress em profissionais de saúde. Evaluation of the stress level in professional health.Estud.pesqui. psicol. v.7 n.3 Rio de Jan.eiro dez. 2007.Disponível em: < pepsic.bvsalud.org/scielo.php. Acesso em: 2 de mar.ço de 2013.

CHRISTO FOLETTI, Gustavo et al. Síndrome de burnout em acadêmicos de fisioterapia - burnoutamongphysicaltherapystudents. Fisoterapia e Pesquisa. Revista de Fisioterapia da Univerdade de São Paulo. Volume 14 – número 2. Maio-agosto 2007.

FILHO, Nelson Antonio Gragnani. Laudo técnico das condições ambientais de trabalho.LABORATÓRIO C.A.P.C. S/S LTDA.(MATRIZ). JANEIRO de 2008.

NETO, Edgar Martins. Apostila de ergonomia. Disponível em: <http://www.ergonomianotrabalho.com.br/artigos/Apostila_de_Ergonomia_2.pdf>. Acesso em: 03 de maio de 2013.

SANZOVO, C.E.; COELHO, M.E.C. Estressores e estratégias de coping em uma amostra de psicólogos clínicos. Estudos de Psicologia I Campinas I 24(2) I 227-238 I abril - junho 2007.

VALIM, P. C.; Et al. Redução de stresse pelo alongamento: a preferência musical pode influenciar? Universidade Estadual Paulista. São Paulo, Novembro 2002. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/08n2/Valim.pdf>Acesso em: 15 de fev.ereiro de 2013. 

ZUARDI, Antonio Waldo. Fisiologia do estresse e sua influência na saúde. Disponível em: < rnp.fmrp.usp.br/~psicmed/doc/Fisiologia%20do%20estresse.pdf>. Acesso em: 23 de mar.ço de 2013.

Compartilhe
Serviços Gratuitos
  • SEPSI - Serviço de Psicologia
    Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
    Tel.: (71)3276-8259
    Av. Dom João VI, nº 275, Brotas, Salvador, Bahia CEP: 40290-000
  • NEPPSI - Núcleo De Estudos E Práticas Psicológicas
    Universidade Salvador
    Tel.: (71) 3330-4612 / 4662
    Rua Ponciano de Oliveira, 126, Rio Vermelho, Salvador, Bahia, CEP 41.950-275
  • NAPSI – Núcleo de Atendimento Psicológico
    Tel.: 3247-5020
    Rua Ademar de Barros, Nº 343 – Ed. Julio Call, S/108 - Ondina, Salvador, Bahia