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Publicada em 07/10/2019 às 15h13. Atualizada em 08/10/2019 às 15h22

Quais são os tipos de distúrbios de aprendizagem?

Além do TDAH, veja quais outras barreiras podem atrapalhar o desenvolvimento escolar da criança.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Artigos são publicados, o tempo passa, novas dúvidas surgem e nossos leitores sempre pedem uma revisão acerca dos tipos de distúrbios de aprendizagem. Esse grupo é, geralmente, formado por pais e profissionais que se veem diante de desafios diários. Afinal, lidar com a demanda de crianças e estudantes em fase escolar é sempre uma missão que exige muita técnica proveniente de conhecimento prévio e análises.



A educação infantil é um período em que as habilidades são treinadas até que os alunos consigam obter formas de executá-las satisfatoriamente. No entanto, durante esse processo escolar, alguns alunos podem manifestar sintomas que indiquem a existência de algum distúrbio de aprendizagem e que implicam em acompanhamento por profissionais. Vejam abaixo os tipos mais comuns.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

O TDAH pode impactar na vida da criança se ela não for devidamente observada por especialistas. Os pequenos que apresentam tais sintomas precisam passar por intervenções que trabalhem aspectos importantes referentes ao déficit de atenção ou à hiperatividade. Lembrando que um aspecto (déficit de atenção) manifesta-se de maneira diferente do outro (hiperatividade). Sendo assim, precisam de abordagens mais pontuais.

Devemos ressaltar que a criança hiperativa não consegue se concentrar com muita facilidade, principalmente se o conteúdo não for tão interessante para ela. Além disso, o pequeno quer realizar várias tarefas ao mesmo tempo. No caso do déficit de atenção, a concentração torna-se um desafio, uma vez que a criança tende a se desconcentrar por vários fatores externos, por exemplo.

Dislexia

Dentro dos distúrbios de aprendizagem, temos também a dislexia como um dos principais tipos. Uma de suas características mais comuns é a dificuldade no reconhecimento das palavras. No entanto, determinados aspectos, como a decodificação dos vocábulos e a soletração deles, também podem significar um verdadeiro desafio aos estudantes caso eles não sejam assistidos.

Há que se lembrar a existência de exercícios e atividades que tendem a contribuir para a diminuição dos sintomas que caracterizam a dislexia. Entretanto, para que o corpo pedagógico chegue a esse ponto, a situação do aluno deve passar por análises, a fim de que todos os envolvidos (inclusive a família) estejam a par de todos os detalhes.

Discalculia

Esse distúrbio de aprendizagem tem como característica a dificuldade de a criança ou adolescente em aprender conteúdos que estejam relacionados a números. Não se trata de dúvidas sobre alguma operação matemática, mas a compreensão de conceitos numéricos e a utilização de fórmulas, símbolos ou qualquer outro ícone que faça alusão ao saber matemático.

A situação é tão complexa que o aluno pode até mesmo encontrar dificuldade para associar a palavra cinco ao algarismo correspondente. Com isso, a criança não consegue realizar as operações básicas da matemática. O acompanhamento é imprescindível para que o estudante não seja prejudicado posteriormente, quando o problema tende a se acentuar.

Disgrafia

Já nesse distúrbio de aprendizagem, o que simboliza um desafio para a criança é a elaboração da linguagem escrita. No caso da disgrafia, o pequeno apresenta dificuldades desde a junção de palavras de maneira inadequada à utilização de pouca ou muita força na hora de escrever. Há que se ressaltar o fato de o aluno encontrar em algum problema psicomotor um dos fatores que ocasionam a disgrafia. Portanto, o acompanhamento em sala de aula é essencial para o desenvolvimento dos pequenos e dos adolescentes.

Tratamentos

Vale destacar a importância de frisar que as intervenções voltadas para o tratamento dos distúrbios de aprendizagem devem se pautar sempre na abrangência multidisciplinar por, muitas vezes, se tratarem de competências diversificadas em relação ao aluno. Isso significa, então, que a comunicação deve ser efetiva e eficiente entre todas as partes envolvidas: família, escola e os terapeutas responsáveis pela intervenção.

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