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Publicada em 26/11/2019 às 14h36. Atualizada em 06/12/2019 às 13h50

Quais são os tipos de TDAH?

o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não é constituído de apenas uma característica. Entenda melhor.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Quando falamos em TDAH, o que vem à mente? Uma criança agitada e que não obedece aos avisos? É preciso rever o conceito trabalhado aí, pois o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não é constituído de apenas uma característica ou tipo, por exemplo.

A informação acerca das tipologias e dos sintomas é fundamental para que os pais consigam identificá-los. Mas essa não é somente uma tarefa dos adultos que convivem com a criança, os educadores também têm um papel extremamente decisivo nesse processo. Afinal, os professores estão no dia a dia do pequeno e podem notar como se dão alguns aspectos da infância, observando a interação social. Os acompanhantes também são determinantes nessa observação acerca do comportamento do pequeno, pois as babás estão diariamente por perto e podem notificar os pais quanto à ocorrência de alguma situação que suscite uma análise mais aprofundada.

Quais são os tipos de TDAH?

É importante que os pais da criança tenham em mente que o TDAH está muito longe de ser um traço comportamental de seu filho (ou filha). Na verdade, ocorre o contrário: o comportamento apresentado, seja ele hiperativo ou desatento, é o resultado da existência do transtorno em questão.

A comunidade científica trabalha há algum tempo com a divisão das tipologias existentes de TDAH. Veja quais são elas abaixo:

– TDAH tipo desatento

Aqui podemos definir que esta categoria é marcada pela desatenção da criança na escola, em casa e na execução de determinadas tarefas que exijam concentração, por exemplo. Porém, a situação não é só essa. Importante salientar que o tipo desatento tem também as seguintes características:

– dificuldade na percepção quanto à passagem de tempo;

– dispersão em tarefas que exigem grande concentração;

– distração acentuada (de forma que atrapalhe até mesmo o rendimento escolar).

– TDAH tipo combinado

No TDAH combinado, os pacientes costumam manifestar tanto os sintomas de déficit de atenção quanto de hiperatividade. É interessante salientar que essa tipologia tende a facilitar a identificação dos sinais apresentados pelas crianças. Sendo assim, os pequenos e os adolescentes podem alternar os sinais do transtorno: ora desatento ora hiperativo.

Em casos assim, os pais têm grandes chances de procurar por equipes de especialistas (médicos e não médicos) mais cedo do que aqueles que não demonstram os sinais de forma tão fácil. Interessante ressaltar que os responsáveis pela criança fazem isso quando percebem que seus filhos apresentam determinados comportamentos e, de fato, eis aí um passo importante para que o tratamento comece de maneira precoce.

Quais são os sintomas mais comuns?

É preciso conhecer pelo menos os principais sinais que a criança demonstra nas situações existentes dentro do TDAH. No entanto, vocês verão abaixo o que ocorre nas tipologias do desatento ou combinado.

Desatento

– Nesse caso, vale dizer que a criança costuma demonstrar uma grande timidez. Além disso, ela não faz muitos questionamentos e não termina aquilo que havia começado.

–Não dá trabalho na escola.

–Pode ter uma dificuldade considerável para se concentrar em algumas situações, como aulas, palestras ou leituras (geralmente, as pessoas que vivem com o TDAH tipo desatento não terminam de ler um livro) ou só o fazem quando o assunto desperta total interesse.

– A distração também é muito comum em conversas.

– A pessoa nessa situação costuma também se distrair com qualquer estímulo externo.

– A criança, o jovem ou o adulto com esse tipo mostra dificuldade de se organizar com objetos de seu cotidiano ou com a própria noção de tempo (dias, horas etc.).

Combinado                                       

– A criança não consegue aguardar a sua vez de falar, brincar etc.

– Manifesta inquietude.

– Geralmente, estabelece uma relação conturbada com as pessoas (seja no ambiente doméstico ou na escola).

– É reincidente nos próprios erros (costuma não aprender com as falhas etc.)

Tratamento

É imprescindível que os pais da criança procurem por um acompanhamento feito por especialistas. Essa proximidade com os profissionais é fundamental para a aplicação de intervenções adequadas.

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