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Publicada em 10/07/2019 às 15h55. Atualizada em 11/07/2019 às 10h53

Quais são os transtornos que podem acompanhar o Transtorno do Espectro do Autismo?

O acompanhamento médico é a única maneira de indicar a existência dessa relação de patologias associada ao distúrbio da criança. Confira o artigo do neurologista infantil e neuropediatra Clay Brites.

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As comorbidades do autismo são muito comuns em pacientes que convivem com a condição autística. As dificuldades vividas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ser bastante variadas.

No entanto, é importante salientar que o acompanhamento médico é a única maneira de indicar a existência dessa relação de patologias associada ao distúrbio da criança. No artigo de hoje, vocês ficarão por dentro desse assunto e saberão todos os procedimentos para amenizar seus efeitos.

Transtornos mais comuns

Antes de tudo, é preciso esclarecer o que são comorbidades. Podemos defini-las como condições que se associam a outras condições e que, porventura, estão clinicamente juntas.

No autismo, existem várias comorbidades neurológicas: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), enxaquecas e cefaleias; os distúrbios do sono; os transtornos genéticos sindrômicos; as encefalopatias crônicas e as paralisias cerebrais. Sendo assim, todas elas (uma ou mais) podem coexistir em uma criança com TEA.

Por que é fundamental identificar quais são elas?

É importante que haja essa identificação, pois um transtorno no TEA ou uma comorbidade pode ser muito mais sério que o próprio autismo. Muitas vezes, essa relação é o que está realmente atrapalhando a criança para conseguir um maior engajamento social e cumprir tarefas e atividades escolares. Além disso, essa associação é responsável por intensificar os sintomas autísticos e faz com que os pequenos tenham prejuízos muito maiores de seus processos sociais.

Outra comorbidade que afeta a criança é a deficiência intelectual, porque ela faz com que o menor não consiga atingir situações ou patamares elementares da aprendizagem básica na escola. A presença da deficiência intelectual fará com que a instituição estabeleça um regime curricular bem diferenciado, o que implica em mais dependência, pois a criança terá dificuldade considerável de entender e abstrair os conteúdos.

TDAH 

Estudos revelaram que crianças diagnosticadas com TDAH podem apresentar traços de autismo. O resultado da pesquisa mostrou que essa ligação entre o TDAH e o TEA compartilha uma mesma herança ou origem, comprovando a sua comorbidade ou coexistência.

É importante salientar que, quando ambas as condições existem, alguns sintomas podem se mostrar, sobretudo, nas funções executivas, ou seja, elas se apresentam bem aquém das expectativas, prejudicando até mesmo a autonomia do pequeno.

Deficiência intelectual 

É importante chamar a atenção para o fato de o TEA e a Deficiência Intelectual (DI) apresentarem sintomas distintos quando eles se manifestam de forma independente.

No entanto, a DI como comorbidade do autismo pode ser notada em aspectos cognitivos, uma vez que a dependência da criança aumenta nas atividades em que ela já deveria ter determinada autonomia. Além disso, essa relação é responsável por diminuir as chances de inserção na escola e no ambiente profissional.

Pesquisas revelam que o paciente diagnosticado com TEA e DI associados costumam apresentar um desempenho adaptativo aquém do esperado, além de sintomas mais graves do transtorno.

Outras comorbidades

A criança que convive com TEA também pode ser diagnosticada com distúrbios diversos daqueles que foram mencionados acima, a saber: Transtorno Opositivo-Desafiador, Transtorno de Ansiedade, epilepsia, doenças genéticas diversas etc. Portanto, é necessário que o tratamento adote uma linha multidisciplinar para a solução de problemas que visem amenizar os efeitos do autismo e suas comorbidades.

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