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Publicada em 23/09/2019 às 00h00. Atualizada em 01/10/2019 às 08h42

Seu filho está com sobrepeso?

Confira um guia especial com dicas para evitar a obesidade infantil

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Confira algumas dicas saudáveis de alimentação infantil:

No dia a dia

- Na fase de alimentação complementar da criança, logo após os seis meses de aleitamento exclusivo, os alimentos podem ser ofertados aos poucos e com variedade, respeitando a pequena capacidade gástrica da criança (volume gástrico ainda reduzido). É comum que a criança no primeiro momento ela se negue a comer, ou rejeite o alimento, não tolere, mas deve-se tentar em outro momento a oportunidade de a criança ingerir aquele alimento de outra forma (cocção, corte, ou momento diferente). Por exemplo: pode hoje não aceitar cenoura crua, porém, em outra preparação, cozida sim;

- A criança está na fase de conhecimento, deve-se tratar a alimentação como uma grande descoberta, e esta, quanto mais natural e provida de gêneros mais naturais possíveis, melhor, até mesmo como estímulo do paladar em formação;

"Na prevenção e tratamento da obesidade infantil é importante salientar que a criança não deve ser submetida a dietas rígidas ao extremo, com retirada completa de todos os nutrientes".

- Na prevenção e tratamento da obesidade infantil é importante salientar que a criança não deve ser submetida a dietas rígidas ao extremo, com retirada completa de todos os nutrientes. Primeiramente o ideal é procurar um profissional habilitado, como o nutricionista, para equilibrar a alimentação em quantidades e na qualidade (carboidratos, lipídios e proteínas, vitaminas e minerais em doses adequadas ao seu período de vida. 

- “Dietas da moda” ou por conta própria não são indicadas, pois, a depender do que é privado na alimentação podem retardar o crescimento, desenvolvimento físico e cognitivo da criança;

- Na infância é importante que a criança consuma uma quantidade moderada de gorduras, estas oriundas de fontes mais saudáveis (ex: fontes de ômega 3), evitando as gorduras trans e saturadas presente em lanches industrializados principalmente (biscoitos recheados e salgadinhos);

- Em casa, disponibilizar na mesa, cozinha ou em local apropriado, frutas para estimular a criança a introduzir este hábito em sua alimentação. As frutas são pouco calóricas, geralmente contêm muitas vitaminas e minerais, são ideais como lanches, inclusive em substituição às guloseimas;

- Ao frequentar pontos de vendas de alimentos, supermercados, procurar instruir a criança para escolhas saudáveis, apresentando frutas e verduras para que conheçam e iniciem aos poucos, com o tempo, a familiaridade com elas.;

- É importante salientar que a alimentação da criança geralmente é reflexo da alimentação dos seus pais e familiares, portanto, se todos acompanharem a linha mais saudável e equilibrada, é fundamental para o tratamento da obesidade infantil;

- Incentivar o consumo adequado e consciente de água, ao longo do dia, é importante para a hidratação da criança, que tem demanda e, mesmo manutenção, do seu metabolismo intenso; 

- As embalagens dos alimentos industrializados atualmente são muito atrativas e, por vezes, influenciam no consumo daquele item pela criança. Sabe-se que hoje a criança é a maior responsável pela decisão de compra dos itens alimentares de sua casa, pois persuadem seus pais a isto. Muitos itens vêm com brindes, brinquedos e desenhos de personagens preferidos das crianças. Separar a ideia de presente e recompensa, da ideia de alimentar-se e nutrir-se é fundamental para que não ocorra uma transferência e isto estimule cada vez mais o consumo de guloseimas por crianças, inclusive as que apresentam obesidade;

- Os pais e familiares realizarem as refeições possíveis (pelo menos as principais refeições) com seus filhos é importante para acompanhar de perto a sua alimentação, de forma natural e cada vez mais também participando de sua educação nutricional. Ressaltando que a alimentação é um momento de compartilhar hábitos e afetos, importante na construção do ser humano, também;

- Em casos de preocupação excessiva com a alimentação por parte da criança, algum transtorno alimentar ou mesmo a presença da obesidade infantil devem ser acompanhados pelo nutricionista e pela equipe médica de apoio aos tratamentos estabelecidos;

- Para auxílio na perda ou ganho de peso, com desenvolvimento saudável, a presença de exercício físico orientado é recomendada;

- Evitar permitir que a criança realize as refeições em frente à TV ou computadores e mídias de quaisquer tipos. Tais itens e aparelhos dispersam ainda mais a atenção da criança que, por vezes, acaba perdendo a noção de saciedade, come mais e, portanto, cria o hábito promotor também do sobrepeso e obesidade. 

Fora de Casa

- Verificar se na creche, escola ou colégio da criança existem cantinas com opções de lanche acessíveis e saudáveis;

- Caso haja alimentação escolar, é importante que os pais analisem e, inclusive, sinalizem na escola alimentos mais recomendados para as necessidades de seus filhos (a depender do caso, com orientação do nutricionista, isto pode ser delineado); 

"Se a criança realiza refeições na escola trazidas de casa, procurar manter o padrão saudável de casa".

 

- Se a criança realiza refeições na escola trazidas de casa, procurar manter o padrão saudável de casa. Arrumar a lancheira sempre com uma opção de frutas disponível e variada, um sanduíche sem condimentos como catchup, maionese e mostarda e, sim, com temperos naturais, folhosos ou mesmo creme de queijos com menos sal e gordura, adicionar um suco ou mesmo uma vitamina feita em casa;

- Atentar para o horário em que será consumido o alimento de lancheiras ou lanches enviados para a escola, verificar sempre data de validade, condições do alimento, procurar garantir a temperatura (lancheiras térmicas) para no mínimo duas horas em local fresco e arejado ou, se for o caso, em refrigeração;

- Em festas infantis permitir o acesso da criança a alguns itens como doces, e bolos, contudo restringir a quantidade consumida destes itens, bem como balas, pirulitos, chocolates, pois são alimentos com excesso de açúcar, o que promove em excesso o aumento de peso e alterações de glicemia, acompanhadas de complicações fisiológicas e, até mesmo, diarreias, como a “osmótica” (provocadas pelo excesso de soluto – açúcar – no organismo, que é eliminado junto com os demais excessos não absorvidos pelo corpo e excretados nas fezes. Além disto, tais itens são repletos de aditivos químicos, muitos deles alergênicos (que provocam reações alérgicas) principalmente na infância e pioram o estado “inflamatório” da obesidade – como definem alguns estudiosos sobre o estado de inflamação constatado na obesidade;

- Manter uma alimentação equilibrada em quantidade e qualidade para o bom crescimento e desenvolvimento da criança, sem excessos, que geralmente desregulam o metabolismo ainda em consolidação dinâmica e, mesmo, provocam diretamente a obesidade infantil;

- Nas saídas aos passeios, levar sempre uma opção de lanche mais saudável para evitar que a criança opte pelo que lhe é mais atrativo como fastfood (hambúrgueres, batatas fritas, refrigerantes), geralmente opções com excesso de gordura, sódio, açúcar e repletos de calorias vazias (que aumentam o peso mas não nutrem o organismo como deveriam).

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