podcast do isaúde brasil

Publicada em 11/09/2019 às 00h00. Atualizada em 11/09/2019 às 14h13

Você sabe o que é musicoterapia infantil?

A psiquiatra Dra. Ivete Oliveira explica como a música pode auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A musicoterapia infantil é uma abordagem terapêutica que utiliza sons nas intervenções com crianças. Geralmente são utilizadas músicas que estão imersas na sua cultura e contexto da criança, sendo relevantes instrumentos musicais ou sons produzidos por elas, como gritos, tiques vocais ou quaisquer produções. 

" A utilização da musicoterapia aciona outras áreas cerebrais e auditivas e resgata uma série de imagens, sensações e evoca o conteúdo das pessoas".

 

Pode ser utilizada em qualquer faixa etária. Um exemplo da utilização precoce dos sons é o teste auditivo realizado em bebês. A utilização da musicoterapia aciona outras áreas cerebrais e auditivas e resgata uma série de imagens, sensações e evoca o conteúdo das pessoas. Deve-se pensar o corpo como uma caixa vibratória e produtora de sons, que aciona outros sentidos e significados.

A música ativa diversas áreas cerebrais, melhora a concentração, reduz a ansiedade e é uma possibilidade de expressão criativa, em que a criança, ao tocar, pode criar, estabelecer outra linguagem, diferente daquela pragmática, dominante na cultura ocidental.

O psiquiatra que utiliza a música evoca sentimentos, recordações, lembranças,  algumas vezes podendo levar músicas representativas para os pacientes. A música indicada para as crianças durante a terapia é a instrumental, infantil ou outras de sua preferência e ainda sons que ela produzir.

Esse tipo de terapia é indicada para pacientes com pouca capacidade de expressão verbal, que produzem sons tidos como inadequados para os demais.

As mães podem incentivar a musicoterapia em casa, utilizando a música como promotora da sensibilidade, variando o repertório, respeitando a idade e buscando músicas de qualidade, que tragam mensagens. É imprescindível que os cuidadores interajam com a criança durante a música, pois isso favorece a expressão, estreita laços e faz com que a intimidade e cumplicidade entre os pais e a criança se fortaleça, buscando uma linguagem não verbal, mais do sentir, do perceber, do que do pensar. É outra linguagem.

Exceto nos casos em que transmite uma mensagem negativa, a música faz parte do nosso universo relacional antes mesmo de nascermos, pois ainda no útero somos capazes de ouvir sons, e por isso, ela tende a ser sempre positiva. 

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