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Publicada em 07/01/2020 às 16h03. Atualizada em 07/01/2020 às 16h10

Você sabe o que é vulvovaginite?

Entre as mais conhecidas estão a candidíase vulvovaginal e a tricomoníase. Conheça um pouco mais sobre o assunto.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Vulvovaginite (VV) é o nome dado a um conjunto de inflamações, infecções ou alterações da flora vulvar e/ou vaginal, que acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva, tendo impacto direto na qualidade de vida, levando um grande número de mulheres ao consultório do ginecologista em busca de um tratamento eficaz.

As VVs mais prevalentes são a vaginose bacteriana (VB), a candidíase vulvovaginal (CV) e a tricomoníase, que, em conjunto, alcançam taxas de mais de 90% das infecções vaginais. Os principais causadores dessas patologias são agentes infecciosos, como fungos, bactérias e protozoários, corpos estranhos, agentes irritantes e alérgenos, atrofia pós-menopausa e alguns outros distúrbios sistêmicos. 

Se ocorrer alguma alteração na flora normal da vulva/vagina, permitindo o crescimento de organismos oportunistas, podem aparecer: corrimento, coceira, ardência e irritação local, além de dor na relação sexual e ao urinar. Em alguns casos, é possível observar, em exame clínico, vermelhidão, escoriações e fissuras na região genital.

O diagnóstico dessas infecções é feito a partir de exame clínico detalhado, levando-se em consideração informações, como: data da última menstruação, comportamento e práticas sexuais e características do corrimento (consistência, coloração, odor e quantidade). Além disso, a gravidade, a duração e a recorrência dos sintomas devem ser considerados, assim como o uso de qualquer produto irritante no local, práticas de higiene, medicamentos tópicos ou sistêmicos. Devido à natureza inespecífica dos sintomas das VVs, é importante considerar também a avaliação laboratorial, incluindo índice de pH vaginal e análise microscópica.

Os sinais e sintomas causados podem gerar, além do problema orgânico, desconforto emocional, ansiedade e impacto na autoimagem corporal, o que pode ter forte impacto na função sexual feminina e na sua qualidade de vida, sendo necessária a abordagem precoce dessa doença. 

Os tratamentos de primeira escolha para as VVs dependem do agente infeccioso, sendo os antibióticos locais ou sistêmicos utilizados quando há a confirmação da presença dos micro-organismos patogênicos causadores da VB e da tricomoníase, e os antifúngicos são particularmente efetivos nos casos de fungos causadores da CV. Mais recentemente, o uso do diodo emissor de luz (LED) tem sido recomendado como opção terapêutica, devido aos efeitos antimicrobiano e anti-inflamatório advindos da fotoestimulação dessa luz. 

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