podcast do isaúde brasil

Publicada em 24/04/2014 às 17h11. Atualizada em 30/04/2014 às 17h22

Você sabia que deixar de ingerir algumas vitaminas pode prejudicar a saúde de sua boca?

Confira a segunda parte do especial sobre saúde bucal.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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As avitaminoses, ou doenças causadas pela falta de vitaminas, podem implicar em manifestações orais como: gengivites, doenças periodontais, escorbuto oral, hemorragias dos tecidos bucais, queilites, glossites e estomatites. Tratam-se de compostos não calóricos indispensáveis para o crescimento e funções das células.

A inclusão na dieta de alimentos ricos em fibras, além de contribuir para o funcionamento gastrointestinal, auxilia a autolimpeza dos dentes e estimula o fluxo salivar. Alimentos fibrosos resistem à impactação em fóssulas e fissuras das oclusais dentárias, sendo, portanto, menos cariogênicos que alimentos “grudentos” e pastosos.

O consumo de água também é de suma importância, uma vez que ajuda a manter o fluxo salivar constante e a equilibrar o pH do meio oral. A presença de flúor na água decorrente da fluoretação das águas de abastecimento público também é fator de proteção importante a ser considerado.

"A perda dentária gera repercussões na estética, nas funções mastigatórias, na fonação, na interação social, entre outros aspectos." 

A doença cárie, quando instalada e não tratada, pode acarretar a morte da polpa e até a formação de abscesso, que consiste em acúmulo de secreção purulenta. A perda dentária gera repercussões na estética, nas funções mastigatórias, na fonação, na interação social, entre outros aspectos. Porém, por vezes, a preocupação maior não é a perda de uma unidade dentária, mas sim que uma infecção local oral se dissemine para outra parte do corpo.

O hábito de higiene oral aparece, então, como um fator essencial na prevenção da doença cárie, bem como de doenças periodontais. Quanto maior a frequência de ingestão de alimentos, principalmente os mais cariogênicos, mais frequente deve ser também a higienização bucal. Os meios mecânicos de higienização, como a escovação e o uso de fio dental, quando bem executados, desorganizam de modo eficiente o agregado de bactérias formado sobre o dente.

Quando a remoção desse biofilme não é feita de modo adequado, há o início de um processo inflamatório dos tecidos gengivais (resposta do sistema imunológico do hospedeiro) caracterizado por vermelhidão, inchaço e sangramento. Com o passar do tempo, ocorre a mineralização (torna-se duro) do biofilme pela deposição de minerais da saliva gerando o cálculo dental, conhecido popularmente por tártaro. O cálculo dental permanece firmemente aderido ao dente e não passível de remoção através da escovação, mas apenas por meio de procedimentos de raspagens realizados pelo cirurgião-dentista.

O cálculo dental, por ser extremamente poroso, propicia a retenção de biofilme em sua superfície. O cálculo dental, por si só, não promove doença periodontal, mas facilita a adesão bacteriana nas áreas próximas ao tecido gengival e dificulta a remoção mecânica.

A não intervenção nesse processo leva à destruição progressiva e irreversível dos tecidos de suporte do dente (osso alveolar, ligamento periodontal e cemento), doença conhecida como periodontite. Nesse contexto, há uma resposta do sistema imunológico do hospedeiro frente a uma agressão levando à reabsorção óssea, e, consequentemente, à mobilidade dentária e, muitas vezes, à perda dentária. Retração gengival e mau hálito também estão presentes.

O mau hálito (halitose) é um aspecto extremamente desagradável, que influencia nas relações sociais e profissionais. Na maior parte dos casos, a halitose está relacionada com a presença de saburra lingual, restos de alimentos e bactérias que se acumulam no dorso da língua, constituindo uma massa branca e espessa. A simples higienização adequada da língua já é suficiente para uma grande melhora no quadro de mau hálito.

"A higiene inadequada pode contribuir tanto para o aparecimento da doença cárie quanto das doenças periodontais e se constitui em fator de risco do câncer bucal, além de aumentar o risco de doenças cardíacas, pulmonares e até partos prematuros."

A higiene inadequada pode contribuir tanto para o aparecimento da doença cárie quanto das doenças periodontais e se constitui em fator de risco do câncer bucal, além de aumentar o risco de doenças cardíacas, pulmonares e até partos prematuros. Estudos apontam uma associação entre a doença periodontal e doenças cardiovasculares, nascimento prematuro, diabetes mellitus e endocardite bacteriana.

Diversas doenças sistêmicas podem ser originadas a partir de infecções orais. Bactérias presentes em boca podem se disseminar pelo organismo durante procedimentos odontológicos ou por traumas. Por essa razão, é de suma importância a conscientização do papel da higiene bucal na prevenção de doenças e manutenção da saúde bucal.

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